A partida entre Brasil e Japão trouxe uma mudança de humor dos torcedores, que passaram da apreensão inicial à celebração ao fim do jogo. Contudo, a alegria foi seguida por uma análise mais fria sobre o desempenho da seleção canarinho.
Ainda é cedo para classificar a equipe como um time coeso. A saída de bola continua a ser um desafio, e a capacidade de envolver as defesas adversárias ainda não está plenamente demonstrada. No entanto, algumas peças têm se destacado. Vini Jr. tem se mostrado um jogador crucial durante o torneio, enquanto Bruno Guimarães se destaca como o garçom da equipe, acumulando quatro assistências em quatro partidas, igualando-se a Zico em 1982 e estando a apenas duas assistências do recorde de Pelé, estabelecido em 1970.
O jogador Martinelli também brilhou, mostrando que tem a estrela necessária para momentos decisivos. Douglas Santos, por sua vez, tem se destacado pela sua discrição e eficiência em campo. O técnico Ancelotti parece ter o controle da situação, apesar de algumas opiniões divergentes sobre suas escolhas táticas. Um comentário irônico que circulou nas redes sociais reflete isso: “Eu teria tirado o Casemiro no intervalo. É por isso que o Ancelotti tem 5 Champions e eu vou acordar amanhã às 6 da manhã para trabalhar”.
Falando em Casemiro, sua comemoração na partida foi uma homenagem ao filho. O gesto conhecido como “coração de dedo” é uma marca do K-pop, simbolizando carinho entre os artistas e seus fãs durante apresentações. A expressão “six-seven”, que também faz parte dos gestos da cultura pop, se originou de uma música do rapper americano Skrilla, mas ganhou popularidade nas redes sociais, especialmente entre os fãs de basquete.
O próximo desafio do Brasil é contra a Costa do Marfim ou a Noruega. A equipe africana tem se mostrado bem organizada. Com vitórias sobre o Equador e Curaçao e uma derrota apertada para a Alemanha, a Costa do Marfim passa a impressão de ser uma seleção difícil de ser batida, com uma defesa sólida e um meio-campo que combina força e recuperação. Eles têm um jogo coletivo que não depende de um único craque.
Em contraste, a Noruega tem um modelo de jogo mais vertical, dependendo da conexão entre Ødegaard, que organiza as jogadas, e Haaland, que se destaca na finalização. No entanto, sua defesa apresenta fragilidades, e o desempenho no torneio foi irregular, com uma goleada sofrida para a França.
Além disso, às 22 horas, o México enfrenta o Equador como favorito, e a torcida mexicana espera que a equipe avance, uma vez que o anfitrião deve ir longe na competição. O México possui um histórico complicado nas oitavas de final, com sete desclassificações entre 1994 e 2018 e um desempenho insatisfatório na última Copa, quando não conseguiu passar da fase de grupos.




