Na quarta-feira, 29 de julho, os Estados Unidos revelaram um extenso pacote de colaboração com o Peru, que abrange investimentos em áreas como infraestrutura, mineração e tecnologia, além de um fortalecimento das relações de segurança. O anúncio, feito pelo Departamento de Estado, ocorre pouco depois da posse da nova presidente peruana, Keiko Fujimori, e demonstra a vontade do governo de Donald Trump de estreitar os laços com o novo governo peruano.
Em um comunicado oficial, o governo americano destacou a presença do subsecretário de Estado, Christopher Landau, na cerimônia de posse de Fujimori como um sinal claro do comprometimento dos EUA com o Peru, que celebra 200 anos de diplomacia. “Estamos ansiosos para colaborar com a presidente Fujimori, buscando segurança e prosperidade para os dois países e toda a nossa região”, mencionou o Departamento de Estado.
Keiko Fujimori, a primeira mulher eleita presidente do Peru, assumiu o cargo no dia 28 de julho e já havia expressado seu desejo de fortalecer os laços com os Estados Unidos. Durante sua campanha, ela enfatizou a importância de uma parceria robusta, especialmente nas frentes de segurança e combate ao crime organizado.
O Peru é considerado um parceiro estratégico pelos americanos, especialmente por sua significativa produção de cobre e outros minerais essenciais, além de sua localização estratégica no Pacífico, que é crucial em meio à crescente influência da China na América do Sul.
No que diz respeito ao combate ao narcotráfico, o governo dos Estados Unidos confirmou que o Peru continuará a fazer parte da Coalizão Americana de Combate aos Cartéis (A3C). A cooperação entre os dois países será ampliada, com ênfase especial nas operações contra o tráfico de drogas na região da tríplice fronteira, situada ao norte do país.
O Departamento de Justiça dos EUA planeja enviar uma equipe ao Peru para facilitar o intercâmbio de informações e reforçar investigações contra organizações criminosas, incluindo o Tren de Aragua, uma associação criminosa venezuelana considerada por Trump como uma Organização Terrorista Estrangeira (FTO). Além disso, uma nova Unidade de Investigação de Crimes Complexos, financiada pelo Escritório de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei (INL), será estabelecida para tratar de delitos perpetrados por grupos criminosos maiores.
Ademais, a colaboração entre o FBI e a Polícia Nacional do Peru (PNP) será ampliada, com iniciativas para fortalecer a Unidade de Investigação Criminal Transnacional da PNP, que é administrada pelo Departamento de Segurança Interna (DHS). O foco será também no combate à mineração ilegal, com a oferta de treinamento e equipamentos adequados.
Por fim, o embaixador dos EUA em Lima liderará uma missão comercial intitulada 'Peru está aberto para negócios', destinada a atrair investimentos de empresas norte-americanas. A Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC) anunciou que está buscando oportunidades de investimento em setores como energia e infraestrutura, com a previsão de destinar até US$ 5 milhões para projetos de mineração que visam aumentar a capacidade de processamento de minerais no país.
Além disso, os dois governos estabelecerão um grupo de trabalho para a implementação do memorando bilateral sobre minerais críticos, assinado em fevereiro deste ano.




