No último sábado (18 de julho), o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou o início de uma nova sequência de ataques aéreos contra o Irã. A decisão veio poucas horas após a confirmação da morte de dois militares americanos em uma base na Jordânia, em decorrência de uma ofensiva iraniana.

A operação foi ordenada pelo presidente Donald Trump e começou às 18h, horário da costa leste dos EUA, o que corresponde a 19h em Brasília. O Centcom, entretanto, não divulgou informações sobre os alvos específicos atingidos, nem quantas aeronaves ou tipos de armamento foram utilizados durante os ataques.

Em um comunicado oficial, o comando militar dos Estados Unidos afirmou que os ataques têm como objetivo principal enfraquecer a capacidade do Irã de interferir no tráfego comercial nas águas do Estreito de Ormuz. Além disso, a ação busca retaliar membros da Guarda Revolucionária Islâmica que estiveram envolvidos em um ataque anterior que resultou nas mortes dos dois soldados americanos na Jordânia.

“As operações foram meticulosamente planejadas para reduzir ainda mais a habilidade do Irã de ameaçar o transporte comercial no Estreito de Ormuz e para punir rapidamente as forças que atacaram nossos militares na noite passada”, declarou o Centcom em suas comunicações.

O anúncio dos ataques ocorre logo após a confirmação por parte das Forças Armadas dos EUA de que os dois militares falecidos faziam parte de uma missão na região. A ofensiva que resultou nas fatalidades envolveu o uso de mísseis balísticos e drones por forças iranianas. Adicionalmente, um terceiro soldado está desaparecido, enquanto outros quatro militares que estavam na base foram resgatados e levados a hospitais na Jordânia, onde já receberam alta. Detalhes sobre as identidades dos falecidos e as circunstâncias do desaparecimento ainda não foram revelados.

Um vídeo que circula nas redes sociais no mesmo dia do ataque mostra momentos que seriam do incidente, mas as autoridades ainda não confirmaram o contexto completo das imagens.