O senador Jaques Wagner, representando a Bahia pelo Partido dos Trabalhadores (PT), comentou recentemente sobre sua participação no inquérito que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master. Em declaração, o parlamentar afirmou que se sente "tranquilo" quanto ao depoimento que tem agendado com a Polícia Federal, programado para o dia 7 de agosto.

Wagner, que é alvo de investigações, enfatizou em entrevista a jornalistas em Salvador que, por recomendação de seu advogado, não comentaria sobre o caso em detalhes. "Estou focado em questões de campanha e ele se encarrega dessa parte", disse, demonstrando confiança de que, assim como ocorreu em 2018, sua inocência será comprovada.

A iminente oitiva é parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que foi deflagrada pela PF em 18 de junho. Esta etapa visa esclarecer supostas irregularidades envolvendo o Banco Master, sob o comando de Daniel Vorcaro. Os investigadores levantam evidências de que o senador teria recebido benefícios ilícitos, tais como uso de aeronaves do grupo de Vorcaro, ingressos para eventos e a negociação de um luxuoso apartamento em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões.

A Polícia Federal investiga se o imóvel teria sido adquirido pelo ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima, com a ajuda de intermediários, para favorecer Wagner. Além disso, há suspeitas de que o senador teria atuado em prol dos interesses da instituição financeira no Congresso Nacional. Contudo, Wagner nega qualquer irregularidade e sustenta que buscou apenas uma solução temporária para a compra do apartamento, com a intenção de repassá-lo à sua filha posteriormente.

Adicionalmente, conforme informações anteriores, uma empresa associada à esposa do enteado de Wagner firmou um contrato de R$ 12 milhões com uma instituição financeira ligada a Vorcaro.