Na última quinta-feira, 25 de junho, uma esteticista que ocupa um cargo no Sindicato dos Empregadores em Empresas e Autônomos em Estética e Cosmetologia do Estado de São Paulo (Sindestética) foi detida em um imóvel no bairro Embaré, em Santos, litoral do estado. A polícia acredita que o local funcionava como uma clínica clandestina, oferecendo procedimentos estéticos sem a devida autorização legal.
Identificada como Simone Santana de Moura, a profissional foi libertada na sexta-feira, 26 de junho, após o pagamento de uma fiança equivalente a cinco salários mínimos e a imposição de restrições cautelares. A prisão de Simone é um desdobramento da operação que culminou na detenção do influencer Matheus Ricardo de Souza Santos, em abril, acusado de promover tratamentos estéticos com promessas fraudulentas.
Com formação em estética e especialização em estética avançada, Simone realizava procedimentos invasivos sem a devida autorização, ultrapassando os limites de sua habilitação. Durante a ação policial, dois imóveis no Embaré foram alvos de mandados de busca, onde foram apreendidos produtos médico-hospitalares, incluindo seringas e medicamentos anestésicos.
A polícia destacou a gravidade da apreensão de cloridrato de lidocaína, um anestésico local, que pode ser utilizado para procedimentos invasivos. Segundo as autoridades, a falta de equipamentos adequados, como desfibriladores e oxigênio, no local utilizado para os atendimentos, aumentava os riscos para a saúde dos pacientes.
Simone se apresenta nas redes sociais como professora e delegada do sindicato, enfatizando a importância da fiscalização e do suporte aos profissionais da área estética. O evento de posse de novas delegadas ocorreu em fevereiro, na presença de autoridades, e reiterou o compromisso do Sindestética com a valorização do setor. No entanto, a prática irregular da esteticista levanta sérias preocupações sobre a segurança dos procedimentos realizados em clínicas não autorizadas.
A polícia alertou que as ações de Simone criavam uma falsa sensação de segurança, levando os pacientes a acreditar que os procedimentos eram simples e sem riscos. A detenção da esteticista ressalta a necessidade de uma regulamentação mais rigorosa e da conscientização sobre os perigos de clínicas clandestinas na área de estética.




