Belo Horizonte – Durante convenção realizada neste sábado (1º/8), o MDB confirmou Gabriel Azevedo como seu candidato ao governo de Minas Gerais. O evento, que ocorreu na capital do estado, marcou um momento decisivo na trajetória política de Azevedo, que enfatizou a importância de tratar as questões mineiras com a seriedade que merecem.

Azevedo, que possui 40 anos e é membro de um partido com 60 anos de história, afirmou que o foco deve ser na resolução dos problemas locais, rejeitando a ideia de transformar Minas em um palco para disputas políticas nacionais. “A política precisa ser feita de maneira real e não apenas virtual. Estamos aqui para abordar as questões de forma séria”, declarou o candidato.

Ele elencou desafios significativos que Minas enfrenta, como a dívida que ultrapassa R$ 180 bilhões, a necessidade de recuperação das rodovias, a conclusão de hospitais e a melhoria na educação. “Não podemos permitir que Minas Gerais seja reduzida a um palco para questões que não são nossas. Precisamos enfrentar a dívida, resolver problemas com estradas e hospitais inacabados, e garantir que as escolas ofereçam uma educação de qualidade”, ressaltou Azevedo.

O candidato também criticou a busca por polêmica nas redes sociais, ressaltando que sua proposta é apresentar um plano de governo voltado para resultados concretos, ao invés de se apegar a debates que visam apenas gerar visibilidade. “Estamos dispostos a trabalhar arduamente para encontrar soluções, sem nos preocupar com manchetes que viralizam na internet”, afirmou.

Além disso, Azevedo anunciou que a candidatura a vice será destinada a uma mulher, escolhida através de uma eleição interna do partido. Ele enfatizou a importância de ampliar a malha ferroviária como uma prioridade do seu governo e reafirmou que o MDB adotará uma postura neutra na disputa pela Presidência da República.

“O MDB, em nível nacional, permanecerá neutro. Vamos avaliar os candidatos à presidência com base nos compromissos que eles assumem com Minas Gerais”, concluiu Azevedo, reforçando a importância de alianças fundamentadas em propósitos e ideias, e não apenas em nomes.