Fachin enfatiza a importância da independência do Judiciário em aula magna em Angola
No dia 21 de julho, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu uma palestra para estudantes de Direito em Luanda, Angola, onde discutiu temas cruciais sobre a democracia e a autonomia do Judiciário. Em sua fala, Fachin enfatizou que a independência dos juízes é fundamental para garantir os direitos dos cidadãos.
Fachin afirmou que é essencial que os cidadãos se sintam seguros ao entrar em uma sala de audiências, sabendo que o juiz atuará sem qualquer tipo de pressão ou medo. “O juiz deve decidir sem receios, sem se submeter a ordens externas, seja do governo, do poder econômico ou da mídia”, destacou.
O presidente do STF abordou a ideia de que a independência judicial não é uma prerrogativa exclusiva dos magistrados, mas sim um direito do cidadão. Ele alertou que a proteção à autonomia dos juízes é um pilar da democracia e um escudo contra interferências indesejadas.
Fachin também comentou sobre os desafios que o Brasil enfrenta em termos de crítica à atuação do Judiciário, mencionando a pressão externa que pode surgir de países como os Estados Unidos. Ele defendeu a necessidade de juízes autônomos que resistam a tais pressões, enfatizando que a força do Judiciário deve estar acompanhada de garantias institucionais robustas.
Garantias para a independência judicial
Durante sua fala, Fachin detalhou várias garantias que, segundo ele, são essenciais para a manutenção da independência dos juízes. Entre essas garantias, ele citou critérios claros para seleção, nomeação e promoção de magistrados, além da proteção contra interferências externas que possam comprometer a imparcialidade das decisões judiciais.
“A obediência do juiz deve ser à Constituição e à legislação vigente, não a interesses políticos ou econômicos”, declarou Fachin, ressaltando que um Judiciário forte deve ser composto por juízes que não sejam suscetíveis a pressões, nem mesmo de sua estrutura interna.
Fachin concluiu sua palestra destacando que um Judiciário corajoso e independente é vital para que se possa fazer justiça, mesmo quando essa decisão não é popular. Ele afirmou que as garantias institucionais, incluindo estabilidade no cargo e autonomia administrativa, são fundamentais para que o Judiciário exerça seu papel sem medo.
A palestra foi uma parte da visita institucional de Fachin a Angola, convidado pelo Tribunal Constitucional do país, evidenciando a troca de experiências e a solidariedade entre os sistemas judiciais.




