Belo Horizonte – A derrota da Seleção Brasileira para a Noruega por 2 a 1, ocorrida no último domingo (5/7), provocou uma onda de reações no meio político de Minas Gerais. Enquanto muitos expressaram seu descontentamento com o desempenho da equipe, outros aproveitaram a oportunidade para criticar adversários políticos.

Entre os que se manifestaram, destacaram-se os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e André Janones (Rede-MG). Ferreira, conhecido por sua postura alinhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, saiu em defesa de Neymar, ressaltando que o jogador “assumiu a responsabilidade” ao cobrar um pênalti nos minutos finais da partida. Ele ainda mencionou uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia chamado Neymar de “jogador home office”.

Por outro lado, Janones não poupou críticas ao atacante, referindo-se a ele como “lixo humano” e “verme”, acusando-o de promover casas de apostas e lucrar às custas da miséria alheia. Essa troca de farpas exemplifica a polarização do debate político, que frequentemente se entrelaça com o esporte.

Enquanto isso, o ex-governador e pré-candidato à presidência, Romeu Zema (Novo), não fez menção direta ao resultado, mas retweetou a mensagem de Nikolas, afirmando: “Sem palavras. Falou tudo”. O clima de rivalidade se intensificou entre as diferentes facções políticas do estado.

O deputado estadual Bruno Engler (PL) também se manifestou, relembrando uma vitória do Brasil na Copa América de 2019, quando Jair Bolsonaro celebrou junto aos jogadores. Engler comentou: “Saudade de quando o Brasil tinha um Presidente e uma Seleção que prestavam”.

Outros políticos, como o deputado federal Domingos Sávio (PL-MG), lamentaram a derrota, mas já mudaram o foco para as próximas eleições. Enquanto isso, o vereador Pedro Rousseff (PT) postou uma mensagem irônica, insinuando que, embora o hexacampeonato não tenha se concretizado, um possível quarto mandato de Lula estaria em jogo.

Por sua vez, a deputada Duda Salabert (Psol-MG) criticou a associação da camisa da seleção com os eleitores de Bolsonaro, afirmando que desde 2018, com o advento do bolsonarismo, o país não obteve mais bons resultados no futebol.

Embora muitos políticos tenham demonstrado apoio à Seleção antes do jogo, após a derrota, o silêncio foi predominante. Figuras como Zema, o governador Mateus Simões (PSD) e deputados federais como Rogério Correia (PT) e Reginaldo Lopes (PT) não comentaram sobre a partida, enfatizando o desinteresse em continuar a conversa sobre futebol após o revés.