O encantamento que a Seleção Brasileira provoca na população é indiscutível, especialmente durante as Copas do Mundo. Na última segunda-feira, 29 de junho, quando o Brasil entrou em campo contra o Japão na fase de grupos da Copa do Mundo 2026, as ruas de São Paulo testemunharam um fenômeno curioso: a cidade ficou praticamente deserta.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou apenas 18 km de lentidão nas mais de 20 mil vias monitoradas, um número que frequentemente remete a manhãs de domingo ou feriados. A tranquilidade foi ainda mais evidente nas áreas centrais, onde a lentidão não ultrapassou 1 km, enquanto as zonas oeste, norte, leste e sul apresentaram 3 km, 5 km, e 5 km, respectivamente.

Em um cenário muito diferente do habitual, a cidade amanheceu com um trânsito admiravelmente calmo, especialmente em comparação aos dias anteriores. No mesmo horário, por volta das 8h, a CET havia registrado 122 km de congestionamento, uma queda significativa em relação ao congestionamento de 421 km observado na segunda-feira anterior, uma redução de 71%.

Vale lembrar que na quarta-feira, 24 de junho, durante a partida contra a Escócia, São Paulo havia alcançado um recorde de lentidão com 1.653 km de congestionamento no horário de pico, demonstrando como os jogos da Seleção podem alterar completamente a dinâmica do trânsito urbano.

Como resposta a essa mobilização e para garantir a fluidez das vias, o rodízio de veículos em São Paulo foi mantido, impedindo que veículos com placas terminadas em 1 e 2 circulassem pelo centro expandido entre 7h e 10h e 17h e 20h.

O espetáculo das partidas da Seleção não apenas une os torcedores em torno da televisão, mas também interfere diretamente na rotina da cidade, revelando um aspecto curioso da cultura brasileira e sua paixão pelo futebol.