O cantor e ator Diego Martins fez uma declaração sobre sua ausência na Parada LGBTQIAPN+ da Lapa, realizada no último domingo (28 de junho). A nota, enviada à coluna de Fábia Oliveira, vem após críticas de organizadores do evento, que afirmaram que ele havia confirmado sua presença mas desistiu na última hora.

Diego expressou sua tristeza por não ter conseguido participar da importante celebração, ressaltando o significado da data para a comunidade LGBTQIAPN+. Em sua justificativa, o artista atribuiu a falta à problemas técnicos e logísticos que estavam fora de seu controle e não puderam ser resolvidos a tempo.

Na declaração, o artista enfatizou: “Lamento profundamente não ter conseguido participar da programação deste domingo, especialmente por se tratar do Dia do Orgulho, uma data de enorme significado para a comunidade LGBTQIAPN+, da qual faço parte e pela qual tenho grande respeito e compromisso.”

A situação gerou uma controvérsia significativa, com organizadores reclamando da falta de profissionalismo. Rafael Gomes, coordenador da Casa Nem e uma das entidades organizadoras, declarou que toda a logística necessária para a presença do artista já havia sido organizada, incluindo passagens e hospedagem. Ele também criticou a decisão de Diego, que optou por participar de um evento maior na cidade, alegando que isso decepcionou muitos fãs que aguardavam sua colaboração na Parada.

“O ator Diego Martins fechou com a Parada da Lapa para fazer uma apresentação hoje. E, de última hora, ele inventou uma desculpa e cancelou a participação,” afirmou Gomes, mencionando que a confirmação da presença do artista partiu de sua própria equipe.

A repercussão negativa da situação levanta questões sobre o comprometimento de artistas com a comunidade LGBTQIAPN+. Em um momento em que a visibilidade e a representatividade são cruciais, a ausência de Diego Martins deixou muitos de seus apoiadores decepcionados.

A nota final do artista reafirmou seu respeito pela Parada e seu compromisso com a diversidade e a inclusividade, embora sua ausência no Dia do Orgulho tenha suscitado debates acalorados sobre a responsabilidade e a ética de figuras públicas em eventos comunitários.