A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) passará a realizar suas sessões ordinárias em apenas dois dias da semana durante o período eleitoral. As reuniões ocorrerão às terças e quartas-feiras, enquanto as sessões tradicionais das quintas-feiras estão suspensas até o dia 4 de outubro, que marca o primeiro turno das eleições.
A nova proposta, aprovada na última terça-feira (25), foi apresentada pelo deputado Amilton Filho (MDB) e recebeu 19 votos a favor e quatro contrários, conforme divulgado oficialmente pela Assembleia. O modelo híbrido, que permite a participação dos parlamentares tanto presencialmente quanto por videoconferência, foi mantido, visando facilitar a atuação dos deputados que estão envolvidos em campanhas de reeleição e atividades políticas fora da capital.
A redução na frequência das reuniões regulares reflete uma necessidade observada após uma sessão na quinta-feira anterior, que terminou prematuramente devido à falta de quórum. Apenas 18 deputados estavam presentes, enquanto o mínimo necessário para a continuidade dos trabalhos é de 21 parlamentares. Essa situação gerou discussões sobre a eficácia da Assembleia durante o período eleitoral.
É importante destacar que, mesmo com a limitação das sessões ordinárias, a Assembleia poderá convocar sessões extraordinárias quando necessário, principalmente para discutir e votar projetos que estão em tramitação. Com a retirada das quintas-feiras do calendário, a Mesa Diretora tem a opção de ampliar os horários das reuniões nas terças e quartas-feiras.
Uma das pautas que exigirá a atenção dos parlamentares é a proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA), que estabelece as receitas e despesas previstas para o próximo ano. A previsão é de que essa proposta seja enviada à Assembleia até o final de setembro.
No entanto, a medida não passou despercebida e gerou críticas entre alguns deputados. Antônio Gomide (PT), Bia de Lima (PT), Clécio Alves (PSDB) e Delegado Eduardo Prado (PL) se manifestaram contrários à alteração, apontando que a diminuição no número de reuniões pode reduzir os espaços para debates presenciais e para o acompanhamento da população nas sessões.
Adicionalmente, essa mudança ocorre pouco tempo após o presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), ter afirmado que os deputados que não participassem das sessões durante a campanha eleitoral poderiam enfrentar descontos em seus salários. O formato híbrido foi defendido como uma solução para garantir a continuidade das atividades legislativas durante um período onde muitos parlamentares estarão focados em suas campanhas.
Com essas novas diretrizes, a Assembleia de Goiás busca não apenas manter suas operações durante as eleições, mas também adaptar-se a um cenário em que o engajamento político é fundamental para a democracia.



