Recentemente, deputadas federais do PSol intensificaram seus esforços para obter informações sobre os planos de voo de aeronaves associadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. A ação surge após a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informar que não possui os dados requeridos.
A iniciativa foi liderada pelas parlamentares Sâmia Bomfim (PSol-SP) e Fernanda Melchionna (PSol-RJ), que agora buscam informações junto ao Ministério da Defesa. Este ministério é responsável pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), que, segundo a Anac, é o órgão competente para manter os registros de voos e dados de rastreamento de aeronaves no espaço aéreo brasileiro.
O DECEA foi indicado pela Anac em resposta ao pedido das deputadas, que destacou a importância desses dados para a fiscalização. No ofício, a Anac esclareceu que não possui informações sobre os passageiros dos voos, o que levou as deputadas a direcionarem sua solicitação ao novo órgão.
O novo requerimento das deputadas inclui a solicitação dos planos de voo, bem como informações sobre horários, aeródromos de partida e destino, rotas planejadas e identificação dos pilotos e operadores das aeronaves. Além disso, elas pedem dados de radares que possibilitem a reconstrução das rotas efetivamente voadas, permitindo a comparação com as rotas previamente planejadas.
As parlamentares também reforçaram a demanda por informações sobre os nomes dos passageiros, considerando que o rastreamento das movimentações do investigado é crucial para entender as redes de influência e conexões que possam existir.
Em um movimento adicional, Sâmia e Fernanda buscam assegurar que informações sigilosas sejam transferidas ao Congresso Nacional, a fim de exercer seu papel de fiscalização. “Essas investigações requerem um olhar atento sobre os deslocamentos físicos do investigado, suas rotas, datas e interlocutores, sendo os dados do DECEA fundamentais para essa análise”, afirmaram.
A busca por essas informações ocorre em um contexto mais amplo de investigações sobre Vorcaro, que recentemente foi preso em meio a suspeitas de atividades ilegais. A pressão sobre a Anac e o Ministério da Defesa reflete a crescente preocupação com a transparência e a responsabilidade das autoridades em casos que envolvem figuras públicas e suas relações.




