Crítica à Decisão do STF sobre Visitas ao Ex-Presidente
No último sábado (18/7), Rogério Marinho, responsável pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência, fez críticas contundentes à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu as visitas políticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) até as eleições. Marinho considerou a medida como "extravagante" e sem precedentes, classificando-a como uma tentativa de silenciamento político.
A decisão de Moraes foi ampliada na sexta-feira (17/7), resultando em um endurecimento das restrições para Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar. A medida foi uma resposta ao compartilhamento de uma carta escrita pelo ex-presidente, lida durante uma transmissão ao vivo, que, segundo o ministro, violou as condições cautelares estabelecidas, que o proíbem de se comunicar por meio de redes sociais.
Após a divulgação da carta, Moraes impôs uma proibição de visitas, exceto para médicos, fisioterapeutas e advogados, incluindo Flávio, por um período de 90 dias. A restrição ao contato com o ex-presidente foi reafirmada pelo magistrado, que também negou o pedido de visita do presidente argentino, Javier Milei.
Consequências para a Campanha Eleitoral
Em sua declaração, Marinho ressaltou que a medida que isola Jair Bolsonaro é inédita na história recente do Brasil. Ele argumentou que a restrição não apenas afeta o ex-presidente, mas também a comunicação do público com ele. "Ao impedir visitas de seus filhos e restringir sua interação com a sociedade, Moraes transforma a justiça em um instrumento de silenciamento político", afirmou Marinho.
Além disso, o coordenador de campanha enfatizou a importância de fortalecer o Senado, destacando que antes de sua prisão, Bolsonaro havia declarado que eleger aliados para a Casa Alta era prioritário. Marinho considerou que a normalidade democrática será completamente restaurada quando o povo puder exercer seu direito de voto de forma livre nas urnas.
"A eleição de Flávio Bolsonaro à presidência e a formação de um Senado forte e independente são fundamentais para que a Constituição e a lei sejam respeitadas, garantindo que autoridades possam ser processadas por crimes de responsabilidade", concluiu Marinho em sua nota.




