Nesta sexta-feira, 3 de novembro, as ações do Banco de Brasília (BRB) caíram para R$ 3,02, marcando o menor valor já registrado na história da instituição. Essa desvalorização representa uma queda alarmante de 92% em relação ao preço de R$ 38 por ação, que era o valor de mercado há cinco anos.
A situação financeira do BRB se deteriorou gravemente após a revelação de um esquema de compra de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master, resultando em um prejuízo total estimado em R$ 8,8 bilhões. O escândalo veio à tona em novembro de 2025, com a deflagração da Operação Compliance Zero, que trouxe à luz irregularidades sérias na gestão do banco.
O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado e posteriormente preso, após investigações que o implicaram em receber propinas de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A situação se agravou com a necessidade urgente do Governo do Distrito Federal (GDF) buscar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para capitalizar a instituição e evitar um colapso completo.
Apesar da homologação do acordo pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), as negociações para a assinatura do contrato ainda não foram concluídas, devido à resistência das instituições financeiras que deveriam oferecer a fiança necessária. Em resposta a essa exigência, o GDF aprovou um projeto de lei na Câmara Legislativa no dia 9 de junho, na tentativa de ratificar os termos do acordo, mas as discussões continuam sem solução.
Enquanto isso, a situação do BRB se agrava a cada dia, com a desconfiança do mercado em relação à estabilidade da instituição e sua capacidade de se recuperar da crise. A falta de um desfecho claro nas negociações não apenas impacta as ações do banco, mas também gera um desgaste político significativo para o GDF.




