Sepultamento do Pastor Romildo em Uberlândia

O corpo do pastor Romildo Batista de Lima, de 69 anos, foi sepultado no Cemitério e Crematório Paz Universal, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, às 13h do último sábado (4/7). O pastor perdeu a vida em decorrência dos devastadores terremotos que abalaram a Venezuela no dia 24 de junho.

Romildo, que residia em Uberlândia, viajou ao país sul-americano com sua esposa, Carlha Nacarid, para celebrar seu aniversário e visitar os pais de sua esposa. O casal estava hospedado em uma pousada enquanto aguardava o retorno ao Brasil, após deixar a residência dos familiares por conta da distância em relação ao aeroporto.

Os Terríveis Tremores na Venezuela

Durante os tremores, que tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5, registrados em intervalos de menos de um minuto, uma parede desabou sobre o casal. Romildo foi rapidamente socorrido e levado a um hospital, mas, infelizmente, não conseguiu sobreviver aos ferimentos. Carlha, por sua vez, sofreu uma fratura na bacia e permanece internada.

Além de Romildo, outra brasileira, Vanessa Zacarias da Silva, de 44 anos, também perdeu a vida em consequência dos terremotos. Ela estava em sua casa com o namorado quando o imóvel desabou, e, apesar de resgatada, não resistiu aos ferimentos.

Impacto e Busca por Sobreviventes

As operações de resgate na Venezuela completaram 11 dias neste sábado, com a participação de equipes locais e especialistas de mais de 30 países, incluindo uma delegação brasileira. De acordo com autoridades venezuelanas, a tragédia resultou em 2.645 mortes e 12.666 feridos, além de 6.461 sobreviventes sendo retirados dos escombros.

A devastação foi tão severa que mais de 15 mil pessoas ficaram desabrigadas, e 885 edifícios foram danificados, com 189 desabando completamente.

Desafios na Repatriação do Corpo

A repatriação do corpo de Romildo foi feita com o esforço financeiro da família, que arrecadou cerca de R$ 50 mil para custear o traslado. Segundo a legislação brasileira, o governo não se responsabiliza pelos custos de transporte internacional de corpos, o que dificultou ainda mais a situação da família.

Em entrevista, a sobrinha de Romildo, Mayara Santos Mineiro, relatou as dificuldades enfrentadas para obter informações e apoio durante o processo de repatriação. Os familiares tentaram contato com órgãos do governo brasileiro, mas não conseguiram respostas. Além disso, a família enfrentou obstáculos burocráticos na Venezuela, como a correção de um erro no atestado de óbito, que continha um nome incorreto.

O corpo foi transportado por via terrestre até Boa Vista (RR) e, em seguida, enviado para Uberlândia, onde amigos e familiares puderam dar suas últimas homenagens.