Golpe financeiro em festa junina em Taguatinga

Uma situação desconfortável envolvendo pais de alunos de uma escola particular em Taguatinga se desenrolou após a contratação de um coreógrafo para coordenar a apresentação da Festa das Tradições. O profissional, Bryan Gadelha Vieira da Cunha, falhou em entregar os figurinos prometidos, resultando em um prejuízo significativo para as famílias.

Segundo informações, cerca de 100 crianças foram afetadas, com cada família desembolsando R$ 170 para a confecção das roupas, totalizando uma perda estimada de R$ 17 mil. A entrega dos figurinos estava inicialmente agendada para o dia 25 de junho, mas foi adiada e, no dia combinado, Bryan alterou o horário e, por fim, informou que os figurinos não seriam entregues por estarem mal confeccionados.

Esclarecimentos da costureira e da escola

Uma das mães envolvidas na situação entrou em contato com a costureira responsável pelas peças. A costureira revelou que recebeu apenas R$ 4 mil de um total de R$ 15 mil acordados e que o material utilizado era inferior ao solicitado pelas famílias. Além disso, ela afirmou que precisou comprar mais tecido devido à quantidade insuficiente e à má qualidade do material fornecido por Bryan.

Após o ocorrido, os pais procuraram a direção da escola em busca de esclarecimentos. A administração da instituição negou qualquer envolvimento na contratação do coreógrafo, afirmando que os professores de educação física estariam disponíveis para orientar os alunos nas apresentações. A escola ressaltou que não intermediou pagamentos ou definiu modelos de figurino, e manifestou solidariedade às famílias afetadas.

Investigações em andamento

Os pais, por sua vez, estão em busca do reembolso dos valores pagos ao coreógrafo, e alguns já registraram boletins de ocorrência, que foram protocolados como estelionato na 17ª Delegacia de Polícia de Taguatinga. Durante as investigações, uma das vítimas relatou que o coreógrafo prometeu devolver o dinheiro, mas até o momento, não houve cumprimento dessa promessa.

Bryan, ao ser contatado, se disse disposto a resolver a situação e afirmou que a contratação ocorreu de maneira informal com a escola, comprometendo-se a comparecer à delegacia para ajudar nas investigações.

A posição da costureira

A Diva Costuras, empresa que produziu os figurinos, também se declarou vítima nessa situação. A proprietária da costura afirmou que ficou desconfiada ao perceber que o coreógrafo não havia efetuado os pagamentos completos e que a entrega dos figurinos não ocorreu devido à falta de quitação dos serviços.

A situação levanta preocupações sobre a gestão de eventos escolares e a necessidade de transparência nas contratações de serviços por parte de instituições de ensino, visando proteger as famílias de possíveis fraudes.