A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, nesta terça-feira, 14 de julho, novos dados sobre a cobertura vacinal em nível global. Em 2025, as taxas de vacinação aumentaram em um ponto percentual em comparação ao ano anterior. Contudo, essa evolução ainda não é suficiente, já que os índices permanecem um ponto percentual abaixo dos níveis registrados em 2019.

Os números indicam que 90% dos recém-nascidos em todo o mundo, o que equivale a cerca de 116 milhões de bebês, receberam pelo menos uma dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP). Além disso, 85% – aproximadamente 110 milhões de crianças – completaram o esquema vacinal de três doses no ano passado.

Apesar deste progresso, a situação ainda é preocupante: estima-se que 13,5 milhões de crianças, conhecidas como “zero doses”, não tenham recebido nenhum tipo de imunização no primeiro ano de vida em 2025. Adicionalmente, 7,3 milhões de crianças conseguiram tomar a primeira dose da vacina DTP, mas não prosseguiram para receber a vacina contra o sarampo, interrompendo assim o esquema vacinal.

No último ano, 57 países relataram surtos significativos de sarampo, uma situação alarmante que, segundo a OMS, foi exacerbada pela baixa cobertura vacinal, com apenas 84% das crianças recebendo a primeira dose e 77% a segunda dose da vacina contra a doença. Para que surtos sejam efetivamente evitados, a cobertura vacinal deve atingir 95%.

“Toda criança, seja em um contexto de privilégio ou vulnerabilidade, merece o acesso à proteção essencial que as vacinas oferecem”, enfatizou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. Ele destacou que a imunização é uma das intervenções mais eficazes e justas para garantir a saúde e o bem-estar das crianças em todo o mundo.

Esses dados ressaltam a importância de novas estratégias e esforços coordenados para garantir que mais crianças sejam vacinadas, especialmente em um cenário global marcado por desafios sanitários crescentes e desigualdades no acesso à saúde.