O clima brasileiro passa por um cenário de contrastes significativos nesta quarta-feira, 12 de agosto, em decorrência da intensificação do fenômeno El Niño. Este fenômeno altera a circulação atmosférica e a distribuição de umidade sobre a América do Sul, resultando em diferentes padrões climáticos em diversas regiões do país.

No Sul, o impacto do El Niño se manifesta com a formação de áreas de instabilidade, que trazem chuvas fortes e risco de temporais, especialmente no Rio Grande do Sul e no sul de Santa Catarina. Estas chuvas ocorrem em meio a temperaturas amenas, que são mantidas pela presença de nuvens e ventos frios em cidades como Porto Alegre e Florianópolis.

Enquanto isso, a situação é bastante contrastante nas regiões centrais do Brasil, onde uma massa de ar seco predominante bloqueia a chegada de chuvas. O Centro-Oeste, por exemplo, enfrenta o ápice da estiagem de inverno, com temperaturas elevadas e níveis de umidade do ar em queda acentuada, entre 12% e 20%. Esta condição exige cuidados redobrados com a saúde e atenção especial para evitar incêndios florestais.

No Sudeste, a influência do ar frio marítimo resulta em temperaturas moderadas e uma variação de nuvens nas capitais costeiras, como São Paulo e Rio de Janeiro. No interior de Minas Gerais e São Paulo, o sol predomina e as temperaturas tendem a subir durante a tarde.

No Nordeste, o clima também revela um padrão dividido. As áreas litorâneas entre a Bahia e o Ceará recebem chuvas de intensidade moderada a forte, acompanhadas de rajadas de vento. Por outro lado, o interior da região enfrenta calor intenso, céu limpo e baixos níveis de umidade.

A Região Norte apresenta um quadro heterogêneo, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas na porção oeste e central, afetando estados como Amazonas, Rondônia e Acre. Já o extremo norte e o leste, incluindo Tocantins, enfrentam um clima seco e quente.

Especialistas em meteorologia alertam que o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial continuará a impactar o clima brasileiro nas próximas semanas. Portanto, recomenda-se que a população mantenha a hidratação em áreas de estiagem e fique atenta aos avisos da Defesa Civil, especialmente nas regiões propensas a temporais e ventanias.