Na última quinta-feira (16/7), o governador do Amapá e pré-candidato à reeleição, Clécio Luís, do União Brasil, divulgou que Teles Jr., atual vice, também buscará a reeleição. A decisão contraria as expectativas de que Teles se lançaria em uma corrida pelo Senado.

Através de suas redes sociais, Clécio revelou que a deputada estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Amapá, que ainda será definida, ocupará a segunda vaga ao Senado. A primeira será do senador Randolfe Rodrigues, atual líder do governo no Congresso, que já está garantido na chapa e busca novos objetivos políticos.

Esse anúncio solidifica a formação da chapa do grupo liderado pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre. Vale lembrar que Alcolumbre não concorrerá nesta eleição, uma vez que foi reeleito em 2022 e está em meio ao seu mandato de oito anos.

Alcolumbre expressou em suas redes sociais que a união do grupo é essencial: “Esse é o time que trabalha de verdade pelo Amapá. Um grupo que une forças, entrega resultados e transforma o nosso estado com investimentos, desenvolvimento e compromisso com a nossa gente”.

As eleições no Amapá prometem ser bastante disputadas, refletindo a polarização também observada em nível nacional. Clécio enfrentará como principal rival o ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan, do PSD, que já ocupou a prefeitura até março deste ano, quando foi afastado em decorrência de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), ligada à Operação Paroxismo, que investiga suspeitas de fraudes em licitações na saúde pública. Dr. Furlan nega qualquer irregularidade.

Recentemente, uma pesquisa realizada pelo Paraná Pesquisas, divulgada em 15 de junho, mostra Dr. Furlan liderando as intenções de voto para o governo, com 64,3%, em comparação com 26,1% de Clécio Luís. No mesmo estudo, Rayssa Furlan, ex-primeira-dama de Macapá, aparece na frente na disputa para o Senado, com 61,5%, seguida pelo senador Lucas Barreto, que tem 46,9%. Randolfe Rodrigues aparece em terceiro lugar com 40,4%.

A pesquisa foi realizada entre 11 e 13 de junho, com 1.100 entrevistados, e apresenta uma margem de erro de 3 pontos percentuais, com um grau de confiança de 95%.