Ação decisiva após agressão em colégio militar

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, do Partido Progressista (PP), tomou uma medida drástica ao ordenar o afastamento do Comandante do Corpo de Alunos do Colégio Militar Dom Pedro II, coronel Gilberto Hideki Ueda. A decisão foi motivada por uma grave agressão sofrida por um aluno, que envolveu o filho do oficial.

No incidente, ocorrido na última terça-feira, um estudante do 7º ano foi violentamente agredido por um colega do 8º ano. A vítima, que vinha relatando seu temor de represálias por parte do agressor, que é filho de um oficial, sofreu múltiplas fraturas no rosto e precisou ser levado de ambulância ao Hospital Alvorada para tratamento.

Detalhes da agressão

De acordo com testemunhas, a confusão começou durante um jogo de handebol entre os alunos. Após a partida, os estudantes continuaram a brincar no vestiário, onde a situação se agravou. Um conhecido da vítima relatou que, em um momento de descontração, a vítima lançou uma bolinha de papel em direção ao agressor, o que desencadeou a fúria dele.

Após a agressão inicial, o aluno foi empurrado ao chão e, para evitar uma maior queda, apoiou os cotovelos no solo. Nesse momento, o agressor montou em cima da vítima e começou a desferir socos, principalmente na face, até que dois monitores interviessem e parassem a briga.

Repercussão e consequências

A situação alarmou a comunidade escolar e gerou um clamor por respostas. A agressão levou a família da vítima a registrar o ocorrido na Delegacia da Criança e do Adolescente, e o aluno passou por exames no Instituto de Medicina Legal, que confirmaram uma fratura multifragmentada do osso nasal esquerdo, além de outras complicações.

Informações adicionais revelam que o agressor é praticante de judô, o que levantou preocupações sobre o uso de suas habilidades para intimidar outros alunos. O estudante agredido ficará afastado das atividades escolares e de exercícios físicos por um período de 21 dias.

Silêncio da instituição

Até o momento, o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, responsável pela gestão do Colégio Militar Dom Pedro II, não emitiu nenhum comunicado sobre a situação. O espaço permanece aberto para possíveis declarações.