Um crime brutal abalou a cidade de Baruipur, na Índia, onde o corpo de uma menina de 12 anos foi encontrado em um lago, apresentando sinais de agressão sexual e mutilação. O caso, que ocorreu no último final de semana, gerou uma onda de protestos e ações violentas entre os moradores da região.

A jovem desapareceu na noite de sábado (4 de julho) após visitar uma amiga, e seu corpo foi descoberto na manhã seguinte. A autópsia revelou que a menina havia sido estuprada e morreu por afogamento, o que indica que ela estava viva quando foi lançada ao lago.

Familiares e moradores da localidade se mobilizaram em um protesto, exigindo justiça e a punição dos responsáveis. Durante a manifestação, que incluiu o bloqueio de uma linha férrea e a queima de pneus, os protestantes ergueram o corpo da jovem como forma de chamar a atenção para o crime hediondo. O protesto resultou em danos a propriedades públicas e à frota policial, levando o governo a prometer medidas rigorosas contra os envolvidos.

O ministro-chefe de Bengala Ocidental, Suvendu Adhikari, afirmou que todos os responsáveis pelo crime seriam responsabilizados e que cerca de 200 pessoas identificadas durante os tumultos enfrentariam consequências legais. Um incidente trágico ocorreu durante os protestos: um jovem chamado Indranath Tanti foi linchado por uma multidão. Posteriormente, descobriu-se que ele não tinha qualquer ligação com o crime, aumentando a indignação e a tristeza da comunidade.

As autoridades agiram rapidamente e, na quarta-feira (8 de julho), quatro suspeitos foram detidos. Os nomes deles são Prabhas Mandal, Anand Sardar, Dibakar Sardar e Kabir Mollah. Prabhas, apontado como o principal responsável pelo sequestro e agressão da menina, foi fatalmente baleado durante um confronto com a polícia. Segundo relatos, ele teria armado uma emboscada ao tentar atirar nos oficiais durante uma reconstituição dos fatos.

A mãe de Prabhas expressou a sua opinião sobre a morte do filho, afirmando que ele “recebeu a punição merecida”, e recusou-se a reivindicar o corpo para um funeral, evidenciando a complexidade emocional que este caso gerou.

Os outros três homens detidos enfrentam acusações graves, incluindo estupro, homicídio e adulteração de provas. O caso não apenas expõe a violência de gênero presente na sociedade, mas também levanta questões sobre a resposta da comunidade e das autoridades diante de crimes atrozes.