A cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, tragicamente falecida após aceitar uma carona de sua patroa, Eliane Alves dos Santos, será homenageada em um velório marcado para este sábado (25/7) em São Paulo. A cerimônia ocorrerá às 8h em um cemitério na capital paulista, enquanto o sepultamento está agendado para o meio-dia.

O corpo de Berenice foi descoberto na última quarta-feira, 17 de julho, em uma área isolada da Estrada da Serra das Águas, em Rio Claro, RJ. Segundo informações da Polícia Civil, a cozinheira foi encontrada presa a uma árvore em um local de difícil acesso, o que complicou o processo de remoção, que levou várias horas. O delegado seccional de São Sebastião, André Luiz Matera Costilhas, informou que a identificação foi possível graças a tatuagens e características físicas, além do fato de que Berenice vestia as mesmas roupas que usava antes de desaparecer.

Eliane Alves, de 46 anos, a patroa da cozinheira, foi detida no último dia 10 de julho, sob suspeita de envolvimento na morte de Berenice. Exames realizados pela Polícia Científica revelaram a presença de manchas de sangue no interior do veículo de Eliane. Além disso, marcas de disparos de arma de fogo foram encontradas na caminhonete da empresária. As investigações indicam que Berenice pode ter sido assassinada a tiros dentro do carro de Eliane, que teria, posteriormente, transportado o corpo até o Rio de Janeiro.

Um dos filhos de Berenice relatou ao Metrópoles que notou inconsistências na narrativa apresentada pela patroa sobre a carona. Berenice foi dispensada do restaurante onde trabalhava em Ubatuba devido à baixa temporada e havia conversado com um de seus filhos no dia 29 de junho, mencionando que aguardava receber a rescisão da demissão antes de retornar a Igaratá, no Vale do Paraíba.

Na manhã do dia 30 de junho, Berenice se comunicou com sua filha, e a última pessoa a ter contato com ela foi Eliane, que a levou até o trevo que dá acesso à Rodovia Oswaldo Cruz. A filmagem de câmeras de segurança registrou o trajeto da caminhonete de Eliane no dia do desaparecimento, e a polícia acredita que Berenice ainda estava no veículo nesse momento.

A investigação não descarta a possibilidade de que outras pessoas tenham participado do crime, especialmente no que diz respeito à ocultação do corpo da cozinheira. A história de Berenice é um triste lembrete dos perigos que podem surgir em situações cotidianas.