Belo Horizonte se prepara para uma emocionante homenagem a Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, que foram brutalmente assassinados em sua residência no bairro São Pedro. A missa de sétimo dia ocorrerá neste domingo, às 8h, na Paróquia Bom Jesus do Vale, localizada em Nova Lima, na Região Metropolitana.

O casal, que era conhecido por seu envolvimento na comunidade, foi encontrado sem vida na última segunda-feira (28/6). As investigações da Polícia Civil indicam que Cláudio e Maria Clotilde foram vítimas de latrocínio, um crime que combina roubo e homicídio.

A principal suspeita do crime é a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, que foi capturada em Itabira na madrugada de quarta-feira (1º/7). Ao ser interrogada, surgiram detalhes perturbadores: Paola teria sido contratada para realizar uma faxina no apartamento do casal e, segundo as apurações, dopou as vítimas com clonazepam antes de perpetrar o assassinato com facadas. Os pertences do casal, incluindo joias, relógios de luxo, celulares e dinheiro, foram levados, totalizando aproximadamente R$ 200 mil em bens.

O delegado Gustavo Barletta, que conduz o caso, descreveu Paola como uma criminosa fria e calculista, destacando sua falta de remorso durante o interrogatório. “Ela demonstra um comportamento manipulador e tentava despertar pena. É um caso que choca pela brutalidade e pela tragédia que causou a uma família”, afirmou Barletta em entrevista.

A investigação não se limita a este crime isolado. A polícia está em busca de outras possíveis vítimas de Paola, que pode ter um histórico de crimes semelhantes. Um homem que a contratou anteriormente relatou um incidente em que perdeu a consciência após se sentir mal e, ao acordar, percebeu o desaparecimento de sua carteira. Outra mulher também afirmou ter notado o sumiço de suas joias após uma faxina em sua casa.

“Acreditamos que ela tenha agido com habitualidade no crime. As evidências sugerem que vive do crime”, completou o delegado.

Recentemente, parte dos bens roubados foi recuperada. Um comprador devolveu os relógios de luxo após reconhecer os itens na mídia, alegando não ter conhecimento da origem criminosa. Paola vendeu esses bens por um valor irrisório, evidenciando a urgência em transformar os objetos em dinheiro rápido. Durante a corrida após o crime, houve ainda um relato de um motorista de aplicativo que testemunhou a suspeita tentando vender pares de tênis.

O evento deste domingo não apenas marca a memória de Cláudio e Maria Clotilde, mas também serve como um chamado à reflexão sobre a segurança e os crimes que afetam a sociedade. O luto da comunidade por essas vidas perdidas é palpável, e a busca por justiça continua.