Na noite de terça-feira, 30 de junho, um casal de jovens mulheres passou por uma experiência aterrorizante em Sobradinho, no Distrito Federal. Durante cerca de duas horas, elas foram vítimas de um assalto seguido de um ataque sexual perpetrado por Paulo Sérgio Sousa, de 42 anos.
Uma das vítimas, de 20 anos, descreveu ao Metrópoles a sensação de desespero que acompanharam os momentos de horror. "Ele mandava a gente olhar para ele. Queria ver o nosso desespero", relatou. O crime começou como um simples assalto, mas rapidamente escalou para uma situação de extrema violência.
As jovens, de 20 e 19 anos, estavam a caminho de casa após desembarcarem na Rodoviária de Sobradinho. Elas costumavam pegar um ônibus que passava mais próximo, mas naquele dia não tiveram essa sorte e decidiram seguir a pé. Foi nesse percurso que encontraram o agressor, que estava armado com um facão de cozinha.
O homem as abordou, exigindo os celulares e revistando suas mochilas. Ao não encontrar os aparelhos, tornou-se ainda mais agressivo, ameaçando as jovens de morte e exigindo que entregassem suas joias e outros pertences. O ataque se intensificou quando o agressor forçou as vítimas a se despirem, sob a alegação de que estava convencido de que escondiam os celulares.
Durante o ataque, a jovem de 20 anos conseguiu tomar uma faca das mãos do agressor e tentou lutar contra ele, mas a situação se complicou ainda mais quando sua namorada correu em busca de ajuda. "Ela gritou: 'Corre para a luz', porque era a única direção que conseguíamos ver", contou a vítima.
Após uma intensa luta, as duas conseguiram escapar e pediram ajuda a um motorista de aplicativo que estava passando. Ele imediatamente as levou à 13ª Delegacia de Polícia, onde foram acolhidas e receberam atendimento médico.
Em uma ação rápida, a Polícia Civil localizou Paulo Sérgio Sousa nas proximidades do local do crime. Ele tentou se esconder, mas foi capturado. Durante a abordagem, os policiais encontraram itens pertencentes às vítimas em sua posse. Em depoimento, o suspeito negou qualquer acusação de violência sexual, o que levantou ainda mais suspeitas sobre sua culpabilidade.
As jovens foram submetidas aos protocolos de atendimento médico em casos de violência sexual e, posteriormente, reconheceram formalmente o agressor na delegacia. Após a audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e a Polícia Civil do DF investiga a possibilidade de que ele esteja envolvido em outros crimes semelhantes na região.
Este caso ressalta a importância de debater a segurança das mulheres e a necessidade de apoio às vítimas de violência. O relato corajoso das jovens não apenas destaca os horrores que enfrentaram, mas também sua determinação em lutar por justiça.




