Carlos Bolsonaro e sua Candidatura ao Senado
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, decidiu transferir seu domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para Santa Catarina, onde irá concorrer ao Senado nas eleições de 2026. A chapa que ele apresenta é notável por ser composta totalmente por candidatos considerados ‘estrangeiros’ ao estado.
Natural de Resende, no sul do Rio de Janeiro, Carlos construiu sua trajetória política na capital carioca, onde atuou como vereador durante sete mandatos consecutivos. No entanto, sua mudança para Santa Catarina gerou críticas e polêmicas, refletindo as tensões nas estratégias eleitorais do PL.
Formação da Chapa e Suplentes
Na composição da chapa, Carlos Bolsonaro contará com Rafael Caleffi, ex-prefeito de São Lourenço do Oeste (SC), como seu primeiro suplente. Caleffi, embora tenha sua carreira política em Santa Catarina, é natural de Vitorino, no Paraná, cidade localizada na fronteira entre os dois estados. Essa escolha surpreendeu muitos dentro do partido, especialmente considerando comentários críticos feitos por Caleffi a Jair Bolsonaro em 2022.
Além disso, o pastor Balduíno Rodrigues Ferreira, representante da Igreja do Evangelho Quadrangular e nascido em Vacaria, no Rio Grande do Sul, será o segundo suplente da chapa. A escolha destes suplentes reflete uma nova configuração política, que tem sido discutida dentro das esferas do PL.
Impacto na Política Local
A candidatura de Carlos Bolsonaro para o Senado trouxe à tona debates sobre a presença de candidatos de fora do estado nas eleições. O PL decidiu lançar uma chapa pura, renunciando o apoio ao atual senador Esperidião Amin (PP), que busca a reeleição, e optou por apoiar a deputada Caroline de Toni (PL-SC) na outra vaga do Senado. Essa nova estratégia indica uma tentativa do partido de consolidar sua base em Santa Catarina, enquanto navega pelas complexidades eleitorais.
As movimentações políticas em torno da candidatura de Carlos têm gerado diversas especulações sobre o futuro do PL e a dinâmica da política local, especialmente em um cenário de polarização e disputas acirradas que caracterizam o atual ambiente eleitoral no Brasil.




