O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou nesta terça-feira (4 de agosto) que a nação persa não tem planos de expandir as hostilidades com os Estados Unidos. Durante uma coletiva de imprensa, Pezeshkian enfatizou que, enquanto o Irã está comprometido em proteger sua integridade territorial, a intenção não é provocar um aumento nas tensões.

“Devemos trabalhar para estabelecer uma sociedade robusta, que não dê espaço para o inimigo interferir, infiltrar ou dividir nossa população”, destacou o presidente iraniano, conforme informações veiculadas pela mídia estatal do país.

Essa declaração surge em meio a recentes negas de Teerã sobre a existência de negociações com os EUA para um possível acordo que poderia pôr fim a conflitos prolongados. A retórica entre os dois países se intensificou após o presidente norte-americano, Donald Trump, criticar a liderança iraniana.

Na segunda-feira (3 de agosto), Trump qualificou a cúpula do Irã como “inacreditavelmente dissimulada”, mencionando que, embora o país tenha solicitado reuniões, logo em seguida negou estar em diálogo com Washington. “Eles imploram por uma reunião, e, quando as conversas se iniciam, afirmam publicamente que não estão discutindo nada”, disse Trump, referindo-se à alegação de que as negociações estavam apenas sendo conduzidas através de Omã.

Em um discurso na Casa Branca, Trump enfatizou que esta representa a “última chance” para que o Irã aceite um acordo com os EUA. “As conversas estão em andamento no momento. Por algum motivo, quando estão dialogando, eles preferem não admitir isso. Estamos em comunicação a pedido do Irã, e esta é a última oportunidade”, afirmou Trump, reforçando a pressão sobre o regime iraniano.

A crescente tensão entre as duas nações tem sido um ponto focal nas relações internacionais, gerando preocupações sobre possíveis desdobramentos e suas repercussões globais. O Irã, por sua vez, tem buscado reafirmar sua postura de defesa e soberania, critícando as ações e as declarações dos Estados Unidos.