Na quarta-feira, 2 de setembro de 2026, a Câmara dos Deputados ratificou a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para assumir uma das vagas de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A votação, que ocorreu em regime secreto, culminou com 404 votos a favor, 61 contra e uma abstenção.

A nomeação de Pacheco vem em resposta à renúncia do ministro Bruno Dantas, que deixou o cargo na última segunda-feira, 31 de agosto. Sua saída já era uma expectativa entre os parlamentares há alguns meses. No TCU, das nove cadeiras existentes, três são designadas pelo Senado, três pela Câmara e as restantes pela Presidência da República.

Diferente dos indicados pelo Executivo, que devem passar por uma sabatina pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a indicação de Pacheco seguiu diretamente para votação no plenário do Senado e, subsequentemente, na Câmara, por se tratar de uma vaga do Senado.

O cargo de ministro do TCU é vitalício, sendo que a aposentadoria compulsória ocorre aos 75 anos. Portanto, Pacheco tem a possibilidade de permanecer na Corte por até 29 anos, um fator que reforça a relevância de sua nomeação. Em conversas, foi revelado que o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, havia oferecido a Pacheco a vaga, considerando a iminente saída de Dantas. Acredita-se que, com esse apoio, o senador mineiro teria mais facilidade em garantir a aprovação no plenário.

O TCU desempenha um papel essencial na supervisão das contas do Poder Executivo e no apoio ao Congresso na fiscalização da administração pública, o que torna a escolha do novo ministro um assunto de grande importância.

Quem é Rodrigo Pacheco?

Rodrigo Otavio Soares Pacheco, nascido em 3 de novembro de 1976, na cidade de Porto Velho, Rondônia, cresceu em Passos, no Sul de Minas Gerais. Formado em Direito pela PUC Minas, Pacheco também se especializou em Direito Penal Econômico Internacional pelo IBCCRIM.

Antes de ingressar na política, atuou como advogado criminalista por aproximadamente 20 anos, sendo sócio do escritório Mauricio Campos e Pacheco, localizado em Nova Lima (MG). Sua trajetória na OAB-MG inclui cargos como conselheiro seccional e presidente da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas dos Advogados, além de ser o conselheiro federal mais jovem da entidade.

Na política, Pacheco foi eleito deputado federal por Minas Gerais em 2014 e, em 2018, se tornou senador. Durante seu mandato, presidiu o Senado Federal de 2021 a 2023 e foi reeleito por mais dois anos. Recentemente, ele optou por não buscar a reeleição.