A Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) emitiu alertas às instituições de ensino da rede estadual, destacando a importância de redobrar os cuidados com os alunos e funcionários devido ao intenso calor que assola o estado. As orientações visam garantir a saúde e o bem-estar de todos durante este período crítico.
Com previsão de temperaturas que podem atingir até 41ºC em algumas cidades, a Seduc sugeriu que as aulas de Educação Física sejam realizadas preferencialmente em ambientes internos ou em horários de menor exposição solar. Além disso, é recomendado evitar atividades físicas intensas entre as 10h e 16h, horários de maior calor.
O uso de climatizadores, como ventiladores e ar-condicionado, deve ser priorizado nas salas de aula. As unidades de ensino também devem manter portas e janelas abertas para melhorar a circulação de ar e promover pausas regulares para hidratação dos alunos. As recomendações incluem o uso de roupas leves, com especial atenção a crianças, adolescentes e indivíduos com condições de saúde pré-existentes.
As advertências da Seduc surgem em um contexto de calor extremo, conforme indicado pelo Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo). As previsões meteorológicas apontam para um clima ensolarado e acentuado aquecimento durante o dia, com temperaturas que podem alcançar 41°C em São Miguel do Araguaia e 40°C na cidade de Goiás, enquanto Goiânia pode registrar até 36,5°C.
Embora a previsão do fenômeno climático El Niño para o segundo semestre do ano seja mencionada pela administração estadual, o diretor do Cimehgo, André Amorim, esclareceu que o calor atual não pode ser diretamente associado a este fenômeno. Ele enfatizou que as altas temperaturas são resultado de uma massa de ar quente e seco que se estabeleceu na região, comum nesta época do ano.
“Ainda não temos um efeito direto do El Niño, mas sim uma combinação de fatores que tem gerado essas condições climáticas. É importante estar atento, pois novas ondas de calor podem ocorrer nos próximos meses”, comentou Amorim.
A Seduc também enfatizou a necessidade de que professores e gestores permaneçam vigilantes em relação às condições climáticas, interrompendo quaisquer atividades ao ar livre que possam representar riscos à saúde dos alunos. Sintomas como desidratação, tontura, fraqueza e confusão mental devem ser monitorados de perto, e medidas devem ser tomadas imediatamente se esses sinais forem identificados.
Um estudo recente da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) apontou um risco de 81% de que Goiás enfrente um ‘super El Niño’ em 2026, que poderia trazer aumento significativo nas temperaturas e riscos de incêndios. Essa simulação climática sugere que, em 2026, a média de temperatura poderá subir em até 2,2ºC, refletindo históricos de fenômenos El Niño anteriores que causaram secas e perdas agrícolas severas.
O cenário exige a atenção não só das instituições de ensino, mas de toda a população, para que medidas adequadas sejam adotadas diante da previsão de um verão potencialmente severo.




