Uma situação alarmante ocorreu em Goiânia, onde uma babá de 36 anos foi detida sob suspeita de maus-tratos. O incidente se deu no Setor Grajaú, onde a mulher foi encontrada em estado de embriaguez com duas crianças, de 2 e 4 anos, em uma calçada.

De acordo com relatos da Polícia Militar, as crianças estavam desprotegidas, sem camisas e descalças, e uma delas apresentava evidências de sujeira. O caso veio à tona no último sábado (8), quando a própria babá acionou a polícia, alegando que não conseguia contatar a mãe das crianças devido ao seu estado de embriaguez, que a impedia até mesmo de desbloquear o celular após ter alterado a senha.

Os policiais, então, conseguiram acessar o aparelho e localizaram a mãe das crianças. Conforme declaração da mãe, ela havia contratado a babá uma semana antes, devido à falta de vagas em creches e à necessidade de trabalhar e estudar.

A situação se agravou quando a babá, após consumir álcool com seu parceiro e ter uma discussão, decidiu colocar as crianças em um carro de aplicativo e se dirigir a Goiânia sem a autorização da mãe. A intenção era visitar um amigo, mas como ele não estava em casa, a mulher ficou com as crianças em uma calçada próxima a um movimentado ponto de ônibus.

A mãe, ao ser informada sobre a situação, dirigiu-se à Central de Flagrantes para buscar suas crianças. Segundo o conselheiro José Roberto, ela chegou ao local visivelmente abalada e em lágrimas ao ver o estado em que seus filhos estavam. A mãe mencionou que havia deixado as crianças com roupas, fraldas e lanches, expressando indignação ao encontrá-las em tal condição.

O Conselho Tutelar acompanhou a ocorrência e, após o atendimento na delegacia, as crianças foram restituídas à mãe. A mulher afirmou que não desejava mais ter qualquer contato com a babá, que já possuía uma passagem anterior pela polícia, embora o boletim de ocorrência não detalhasse o crime anterior. A babá foi ouvida na Central de Flagrantes e liberada, podendo responder ao processo em liberdade.

A Polícia Civil ficará responsável pela investigação do caso, enquanto o Conselho Tutelar continuará monitorando a situação das crianças.