Na noite de quarta-feira, 24 de junho, a Venezuela foi abalada por dois terremotos consecutivos, resultando em uma tragédia que levou à morte de uma brasileira. Vanessa Zacarias da Silva, de 44 anos, ex-moradora do Gama, no Distrito Federal, estava residindo em Caracas com seu namorado quando sua casa desabou devido à força dos tremores.

O primeiro terremoto atingiu a magnitude de 7,1, seguido rapidamente por um segundo tremor, que alcançou 7,5. Esses eventos sísmicos tiveram epicentro no estado de Yaracuy e causaram destruição em várias cidades, especialmente em La Guaira e na capital, Caracas.

Vanessa foi resgatada com vida entre os escombros, sendo imediatamente levada a um hospital local, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos. Sua morte foi confirmada por autoridades brasileiras, gerando ondas de tristeza entre amigos e familiares.

Thiago Nogueira, irmão de Vanessa, expressou sua dor em uma emocionante homenagem nas redes sociais. Ele declarou: “Minha irmã, o que eu queria falar pra você pessoalmente, infelizmente, não posso mais. Você sempre foi e sempre será a primeira a saber de tudo que eu faço. Não quero imaginar a dor que você passou. Só quero lembrar de você e do seu sorriso lindo.”

Além de Vanessa, um segundo brasileiro também faleceu nos terremotos, um homem que estava internado em um hospital que desabou. Sua identidade ainda não foi revelada, mas o Ministério das Relações Exteriores do Brasil comunicou que está prestando assistência consular às famílias das vítimas.

O número de fatalidades confirmadas pelas autoridades venezuelanas já ultrapassa 589, e quase 3 mil pessoas estão feridas. A quantidade de desaparecidos é alarmante; estimativas de plataformas civis sugerem que entre 30 mil e 40 mil pessoas estão sem paradeiro conhecido.

Em resposta à tragédia, o Itamaraty informou que está monitorando a situação através da Embaixada do Brasil em Caracas e está à disposição para apoiar as famílias afetadas.

Esse desastre natural, que gerou um impacto devastador em uma nação já vulnerável, levanta questões sobre a preparação e resposta a emergências em áreas propensas a terremotos.