O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal anunciou a exoneração do bombeiro militar Mauro Alves dos Santos Ricardo, de 48 anos, que atuava na segurança da governadora Celina Leão. A decisão foi divulgada em edição extra do Diário Oficial do DF na última sexta-feira, 25 de julho, e segue um incidente polêmico que ocorreu em uma academia de Águas Claras.

O fato que culminou na exoneração do bombeiro aconteceu no dia 19 de julho, quando Mauro se envolveu em uma discussão acalorada com o policial militar Luis Fernando Andrade de Oliveira. Durante a briga, o bombeiro foi flagrado retirando uma arma de um armário e colocando-a na cintura, enquanto proferia ameaças ao PM. O episódio foi registrado por câmeras de segurança do local.

Em resposta à situação, a governadora Celina Leão havia determinado o afastamento de Mauro da equipe de segurança na terça-feira anterior, 21 de julho. A exoneração publicada no Diário Oficial também implica o término do pagamento de sua Gratificação Militar de Segurança Institucional, retornando o bombeiro à disposição do Corpo de Bombeiros Militar do DF.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na 21ª Delegacia de Polícia, a intervenção das equipes da PMDF foi necessária após o relato de ameaças feitas por Mauro ao policial militar. Testemunhas na academia corroboraram a versão de que o bombeiro exibiu a arma e fez ameaças verbais.

Em sua defesa, Mauro Alves dos Santos Ricardo apresentou uma narrativa diferente à Polícia Civil, alegando que se sentiu ameaçado e que a retirada da arma não foi feita com a intenção de intimidar. Ele argumentou que a discussão começou após o policial militar o encarar de forma desafiadora enquanto treinava com sua namorada.

A namorada de Mauro foi ouvida como testemunha e confirmou que ele retirou a arma do armário, mas não presenciou ameaças explícitas, apenas uma troca de palavras entre os dois. Esse incidente levanta questões sobre a adequação do comportamento de profissionais armados em situações cotidianas, além de provocar debates sobre a segurança de figuras públicas.

O caso se desenrola enquanto as autoridades tentam esclarecer todos os detalhes do ocorrido, e o espaço continua disponível para que a defesa de Mauro se manifeste sobre as alegações e a exoneração.