A Finlândia, famosa por ser o berço da Nokia, completou nesta terça-feira (30/6) o desligamento de sua rede telefônica fixa, encerrando um capítulo que perdurou por quase 150 anos. Com essa decisão, a nação se junta a uma crescente lista de países que estão modernizando suas infraestruturas de telecomunicações.
Notavelmente, a Estônia, a Holanda, a Noruega e a Espanha já haviam adotado essa transição, substituindo as antigas redes de cobre por novas conexões de fibra óptica. Essas novas tecnologias são mais eficientes, suportando tanto a transmissão de internet quanto as chamadas telefônicas. Sendo assim, a decisão finlandesa reflete uma mudança global em direção à digitalização dos serviços de comunicação.
A rede telefônica fixa na Finlândia foi inaugurada na década de 1880, mas, assim como em tantas outras partes do mundo, a evolução digital levou à obsolescência das linhas de cobre. A popularidade dos telefones celulares reduziu gradualmente a necessidade de serviços fixos, resultando na descontinuação da maioria das linhas tradicionais.
O encerramento da rede foi simbolizado por uma ligação entre Topi Manner, CEO da Elisa, última grande operadora a manter a infraestrutura de cobre, e Jarkko Saarimaki, diretor da Agência Nacional de Transportes e Comunicações. Durante essa conversa, ambos relembraram memórias da era da telefonia fixa e discutiram o futuro prometedor das tecnologias móveis.
Manner compartilhou recordações de sua juventude em Londres, na década de 1980, quando realizava chamadas semanais para sua família, que sempre se reunia em um horário previamente combinado para atender ao telefone. O diálogo entre os executivos encerrou-se com um cordial “kuulemiin”, que significa “até mais” em finlandês.
Em janeiro, a Elisa já havia anunciado sua decisão de desativar a rede de cobre, prevendo que restavam apenas “alguns milhares” de clientes que utilizavam exclusivamente a telefonia fixa. A empresa destacou que a comercialização desse serviço havia sido interrompida há vários anos. Atualmente, os poucos serviços de telefonia fixa que ainda existem na Finlândia são oferecidos por pequenas operadoras locais, que atendem um número restrito de assinantes para chamadas locais.
Essa transição marca um ponto de virada na história das telecomunicações no país nórdico, refletindo a evolução das necessidades e das tecnologias utilizadas na comunicação moderna.




