Uma bebê de apenas um mês de vida, que foi internada no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira, em Goiás, recebeu alta após um período de dez dias de tratamento. A criança foi levada ao hospital apresentando múltiplas fraturas na clavícula e nos braços, além de lesões sérias em seu corpo.

A internação ocorreu no dia 31 de julho, após os pais da menina procurarem atendimento médico, alegando que ela estava com dor. As fraturas e contusões foram identificadas por exames de imagem que revelaram a gravidade das lesões. Os profissionais de saúde, preocupados com a situação, acionaram o Serviço Social e o Conselho Tutelar da cidade.

De acordo com o Major Camargo, Subcomandante do 36º Batalhão de Polícia Militar, a criança estava sob os cuidados de uma tia durante sua internação. Ele ressaltou que as investigações iniciais levantam suspeitas de maus-tratos, principalmente em relação aos pais da bebê.

Após levar a filha ao hospital, o pai da menina não conseguiu explicar de forma convincente como as lesões ocorreram, limitando-se a afirmar que a criança estava com outras crianças. A falta de clareza nas respostas levou a polícia a prender os pais em flagrante, sob suspeita de maus-tratos.

Embora a mãe tenha sido liberada após audiência de custódia, o pai permanece detido, já que sua prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Ele alegou que a menina estava sob os cuidados de outra pessoa enquanto ele e a mãe viajavam para o Mato Grosso. No entanto, a versão da mãe contradiz essa afirmação, gerando confusão nos depoimentos.

O delegado Fabiano Jacomelis, que está à frente do caso, afirmou que a inconsistência nas declarações dos pais levanta mais dúvidas sobre a veracidade das informações apresentadas. Enquanto a investigação avança, a mãe responde ao processo em liberdade, mas com a vigilância das autoridades competentes.

O caso gerou grande repercussão na comunidade local, levantando questões sobre a proteção de crianças em situação vulnerável e a necessidade de atenção especial às famílias em risco.