Na última semana, a cidade de Cubatão, localizada na Baixada Santista, foi abalada pela morte de um menino de 2 anos, Matteo Lima Albertino. O garoto, que vivia momentos alegres antes do incidente, começou a apresentar sintomas preocupantes que levaram à sua rápida deterioração.
De acordo com o relato de sua mãe, Laysa Lima Albertino, Matteo começou a ter febre alta na noite de sexta-feira, 26 de junho. A febre não cedia e, após quatro dias e diversas consultas médicas, o quadro de saúde do menino se agravou fatalmente.
Após a primeira consulta no pronto-socorro, realizada na manhã de sábado, a médica que atendeu Matteo notou uma irritação na garganta e prescreveu medicamentos, orientando a família a manter o tratamento em casa. Contudo, os sintomas continuaram a piorar.
“Era só uma irritação”, comentou Laysa, lembrando da primeira avaliação médica. “Voltamos para casa, confiando que estava tudo sob controle.”
Após o agravamento do estado de saúde do menino, que passou a ter vômitos e diarreia, a família retornou ao hospital no dia seguinte. Um novo médico diagnosticou uma virose, segundo Laysa, sem realizar investigações mais profundas.
“Ele mencionou que era o sexto caso semelhante que atendia naquele dia. Nós acreditamos, afinal, somos pais e não médicos”, afirmou a mãe, visivelmente angustiada.
Com o quadro de Matteo se deteriorando ainda mais, incluindo a manifestação de um abscesso na região anal, a família buscou atendimento médico pela terceira vez. Na quarta visita, finalmente foram solicitados exames de sangue, momento em que o quadro do menino se tornou crítico.
A mãe relatou que Matteo apresentou sinais alarmantes, como sonolência extrema e ausência de urina. Durante a internação, houve uma tentativa de encaminhá-lo para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica, mas a cidade de Cubatão possui apenas dois leitos disponíveis.
A situação se agravou ainda mais quando Matteo começou a vomitar sangue, levando a mãe ao desespero. “Ele era um menino saudável, como isso pode acontecer?”, questionou Laysa, em meio à dor pela perda.
Após conseguir uma vaga em uma UTI, Matteo foi transferido, mas não resistiu. A mãe, devastada, afirmou que busca justiça e responsabilização pelos erros que possam ter ocorrido durante o atendimento médico.
A Secretaria Municipal de Saúde de Cubatão informou que uma sindicância foi instaurada para investigar o caso, prometendo um processo rigoroso e transparente. A pasta reafirmou seu compromisso com a qualidade do atendimento e assegurou que medidas serão tomadas caso irregularidades sejam identificadas.
Enquanto a família lida com a dor da perda, a cidade se vê diante de um grave questionamento sobre a eficiência dos serviços de saúde e os cuidados prestados às crianças.




