Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), irá cumprir sua pena em isolamento na Penitenciária Federal de Brasília. Conforme apurações exclusivas, ele não terá qualquer interação com outros presos de destaque, como o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado Thiago Raimundo dos Santos Silva, popularmente chamado de TH Joias.

De acordo com protocolos de segurança do sistema penitenciário federal, Bacellar, Adilsinho e TH Joias ficarão em alas distintas, garantindo assim que não haja contato entre eles, mesmo que estejam na mesma unidade prisional. Essa medida é uma prática comum destinada a evitar qualquer tipo de articulação entre detentos de alta periculosidade.

A permanência de Bacellar em Brasília é considerada temporária. Fontes indicam que sua transferência para outra unidade prisional do sistema federal deve ocorrer em breve, embora os detalhes exatos ainda não tenham sido divulgados.

Rodrigo Bacellar foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília no último sábado, 4 de julho, após ter sido alvo de um novo mandado de prisão cumprido pela Polícia Federal na quinta-feira, 2 de julho. Desde 27 de março deste ano, ele se encontra detido por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, em uma investigação que apura o vazamento de informações sigilosas e a obstrução de investigações ligadas ao Comando Vermelho, uma facção criminosa.

Além de Bacellar, Adilsinho e TH Joias também estão sob custódia na mesma penitenciária. Adilsinho, por sua vez, foi transferido para essa unidade em fevereiro deste ano, após ser encontrado em uma residência em Cabo Frio, onde se encontrava foragido há duas décadas.

O novo mandado de prisão de Bacellar ocorreu no contexto da Operação Unha e Carne, uma ação da Polícia Federal que investiga possíveis indícios de lavagem de dinheiro a favor da Máfia do Cigarro, além de ligações do jogo do bicho com agentes públicos. Nesta fase da operação, Adilsinho e o pastor Márcio Poncio também foram alvos de mandados judiciais, com o religioso sendo preso em um flat na Praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.