Augusto Lima, ex-parceiro de Daniel Vorcaro no Banco Master, está agendado para prestar depoimento à Polícia Federal no dia 3 de agosto. O empresário, que já foi detido na primeira fase da Operação Compliance Zero, deve permanecer em silêncio durante o interrogatório.
Conforme informações obtidas, a defesa de Lima ainda não teve acesso completo aos autos da investigação e às provas coletadas até agora. Isso levanta questionamentos sobre a transparência do processo e a capacidade de defesa do empresário.
O depoimento estava inicialmente previsto para ocorrer no dia 18 de junho, relacionado a suspeitas de irregularidades na tentativa de venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB). Contudo, Lima não compareceu, pois, no mesmo dia, uma nova fase da Operação Compliance Zero foi desencadeada, resultando no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão.
Entre os alvos dos mandados, estava também o senador Jaques Wagner (PT-BA), que, à época, liderava o governo Lula no Senado. A operação gerou um grande alvoroço político e ainda está em andamento, com novos desdobramentos a cada fase.
A defesa de Augusto Lima se manifestou publicamente, afirmando que as ações da Polícia Federal foram “desnecessárias”, uma vez que o empresário se colocou à disposição das autoridades para colaborar com as investigações nos últimos seis meses.
Lima foi preso durante a primeira fase da operação e ficou encarcerado por um total de 11 dias, entre 18 e 29 de novembro de 2025. Após sua soltura, determinada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), ele vem cumprindo medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
As investigações da Operação Compliance Zero seguem ganhando atenção da mídia e do público, à medida que novos detalhes emergem, revelando a complexidade do caso e suas implicações no cenário financeiro e político brasileiro.




