Na última quinta-feira (30/7), um assessor parlamentar da Câmara Municipal de Niterói foi demitido após sua prisão em meio a uma investigação por um caso de estupro que teria ocorrido na região metropolitana do Rio de Janeiro. O suspeito, Matheus Rodrigues Gonçalves, trabalhava no gabinete do vereador Professor Túlio, do PSol.

A prisão foi realizada por agentes da 74ª Delegacia de Polícia, localizada em Alcântara, que lideram as investigações. O caso ganhou maior gravidade com a possibilidade de envolvimento de outros indivíduos, levando a polícia a tratá-lo como um potencial estupro coletivo. As investigações se intensificaram após a vítima fornecer aos investigadores informações sobre o local do crime, que foram confirmadas com o auxílio de um aplicativo de navegação.

A jovem, após prestar depoimento, indicou o imóvel onde o abuso ocorreu, o que possibilitou aos policiais chegar ao apartamento do acusado. Durante o seu relato, a vítima também informou que imagens íntimas dela estavam armazenadas em dispositivos eletrônicos de propriedade de Gonçalves. Como resultado, a polícia apreendeu celulares e outros equipamentos do local, que passarão por uma perícia para identificar possíveis evidências que sustentem a investigação ou indiquem a participação de outras pessoas.

Conforme a Polícia Civil, Matheus Rodrigues foi detido em sua residência e levado à delegacia, onde recebeu a autuação em flagrante pelo crime de estupro. Durante seu interrogatório, ele optou por não se manifestar, exercendo seu direito ao silêncio. A vítima, por sua vez, foi encaminhada ao Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, para avaliação médica. Ela recebeu apoio de uma equipe especializada no atendimento a vítimas de violência, incluindo um exame de corpo de delito.

A investigação continua em andamento, buscando elucidar todos os detalhes do caso e determinar se outras pessoas estiveram envolvidas no crime.

Exoneração

Logo após a detenção do assessor, o vereador Professor Túlio anunciou a demissão imediata de Gonçalves. Em uma nota oficial, o parlamentar expressou que só teve conhecimento da situação após a operação policial e manifestou sua solidariedade à vítima, enfatizando a necessidade de responsabilização dos envolvidos. Além disso, a direção do PSol informou que já iniciou o processo para a exclusão de Matheus Rodrigues Gonçalves de seus quadros.