Belo Horizonte – Nos últimos dias, a segurança de moradores de condomínios na região centro-sul da capital mineira foi abalada por um casal de jovens, que, apesar da aparência sofisticada, tem se mostrado uma ameaça. Após tentativas de furto, a preocupação com a segurança nos prédios aumentou.

O episódio mais recente ocorreu no bairro Lourdes. No último domingo (28/6), os suspeitos tentaram entrar em um condomínio situado no Belvedere, mas foram barrados pelo porteiro. Aproximadamente 40 minutos depois, o casal conseguiu acessar um edifício na Rua Bernardo Guimarães, onde a segurança falhou devido à presença de um porteiro substituto, que permitiu a entrada.

Os invasores permaneceram por cerca de uma hora na escada de incêndio, mas a ação criminosa foi interrompida pela presença de moradores em um apartamento visado. A Polícia Militar foi chamada quando a situação foi percebida, gerando uma sensação de alerta entre os residentes.

Este incidente evidenciou a urgência em reforçar os protocolos de segurança em condomínios. Especialistas em segurança destacam que, independentemente da aparência, todos os visitantes devem ser identificados e autorizados a entrar. Clarissa Vaz, empresária e fundadora do movimento Marias Bonitas de Lourdes, ressalta a importância do treinamento adequado dos porteiros e do cumprimento rigoroso das normas.

“No caso do Belvedere, o porteiro estava atento e não permitiu que eles entrassem. O problema é que, como não houve flagrante, eles permaneceram soltos e voltaram a agir rapidamente,” explica Clarissa. Ela observa que um dos principais desafios é garantir que todos os funcionários sigam os procedimentos, mesmo aqueles que estão cobrindo colegas durante folgas.

Além disso, Clarissa aponta que, embora haja uma parceria com a Polícia Militar para aumentar a segurança no bairro, a demanda é alta e muitas vezes não pode ser atendida. Por isso, os moradores têm investido em sistemas de vigilância privados, como câmeras de alta definição, formando uma rede de monitoramento nas ruas.

A empresária também destaca a necessidade de educar a população sobre a prevenção de crimes. “Mudanças simples de comportamento podem evitar muitos furtos, como o que ocorreu no Sion, onde um jovem bem vestido foi flagrado roubando o celular de uma mulher distraída,” observa.

Moradores de outras áreas da capital relataram experiências semelhantes, com o mesmo casal tentando acessar um condomínio em Sion no passado, mas sendo barrados devido à inconsistência de sua história ao tentar enganar o porteiro.

As publicações nas redes sociais que relatam esses casos alertam que a aparência não deve ser associada ao comportamento criminoso. A orientação é para que os moradores evitem a prática de “entrada no vácuo”, solicitando sempre a identificação de visitantes e notificando imediatamente qualquer atividade suspeita.

Clarissa também chama a atenção para a responsabilidade dos criminosos. Furtos sem o uso de violência frequentemente resultam na liberação dos suspeitos, o que torna ainda mais crucial a vigilância por parte dos moradores. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) destaca a importância de registrar ocorrências para apoiar investigações. Eles orientam que vítimas ou testemunhas comuniquem as forças de segurança e formalizem as ocorrências para auxiliar na prevenção e repressão a esses crimes.