No último sábado (27/6), o governo de São Paulo iniciou uma fiscalização abrangente em 11 locais de esportes radicais, em resposta à trágica morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem perdeu a vida ao cair durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis.
A fiscalização não resultou em apreensões, mas abrangeu locais como a Pedreira do Dib em Mairiporã, o Parque Caminhos do Mar e o Caminho dos Pilões em Cubatão, além de várias outras áreas em cidades como Guarujá, Brotas e Campos do Jordão. O Viaduto Sumaré, na capital paulista, também foi alvo das ações.
As equipes envolvidas na operação incluem representantes da Polícia Militar e de prefeituras, que orientaram cerca de 20 pessoas, incluindo praticantes e organizadores de atividades de rope jump e bungee jump. O objetivo da força-tarefa é verificar a conformidade com normas de segurança e a legalidade das empresas que promovem esses eventos.
Maria Eduarda, durante o salto, caiu de uma altura de 40 metros. Imagens do incidente mostram três instrutores manipulando a jovem antes do salto, em um momento em que ela estava sem o equipamento de segurança adequado. A tragédia não apenas resultou na morte da jovem, mas também deixou um amigo presente em estado de choque, necessitando de atendimento médico.
Os três instrutores envolvidos no acidente foram detidos e estão sendo acusados de homicídio com dolo eventual. A Justiça decidiu manter a prisão preventiva deles, assim como de outros três indivíduos ligados à organização do evento, que também foram detidos anteriormente.
Após a fatalidade, as autoridades começaram a discutir medidas para restringir o acesso à Ponte do Esqueleto. Em reunião com representantes da Secretaria do Patrimônio da União e das prefeituras, foi debatida a possibilidade de demolição da ponte, com apoio dos prefeitos de Limeira e Cordeirópolis. A prefeitura de Limeira, em particular, já tomou providências para reabrir uma vala que havia sido criada para impedir a passagem ao local, que foi aterrada de forma não autorizada.
Essas ações visam aumentar a segurança na área enquanto são consideradas soluções mais definitivas para evitar novas tragédias como a que vitimou Maria Eduarda.




