Repercussões do Homicídio de Entregador em Moema
A Polícia Federal (PF) decidiu cancelar o porte de arma do subinspetor da Guarda Civil Metropolitana (GCM), Reginaldo Alves Feitosa, após ele se envolver na morte do entregador Douglas Renato Scheeffer Zwarg, de 39 anos. O incidente ocorreu durante uma abordagem nas proximidades do Parque Ibirapuera, situado no bairro Moema, zona sul de São Paulo.
A decisão da PF foi encaminhada à Polícia Civil no dia 18 de maio, mais de um mês após o trágico evento, que ocorreu em 10 de abril. A ação da polícia federal foi motivada pela solicitação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que questionou a corporação sobre os procedimentos durante a abordagem e a capacitação do subinspetor para manusear armamento.
Detalhes do Ocorrido e Respostas da GCM
No ofício enviado pela GCM, foi esclarecido que o porte de arma do subinspetor havia sido concedido em 8 de dezembro de 2023, e continuava válido na data do incidente. Feitosa havia participado de um Curso de Capacitação de Tiro Operacional em fevereiro de 2023, como parte do processo necessário para manter sua autorização.
O documento, no entanto, apresenta um erro ao se referir à vítima como “ciclista Anderson”, apesar de identificar corretamente Douglas em outras partes do texto. Além disso, a Prefeitura de São Paulo encaminhou ao DHPP o protocolo operacional que regula as abordagens realizadas pela GCM.
Imagens e Investigação
Investigadores solicitaram imagens de câmeras do programa Smart Sampa, mas a prefeitura alegou que não havia registros disponíveis. No entanto, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana afirmou que apenas um ofício foi recebido solicitando as imagens, o qual foi respondido em 14 de abril. No entanto, documentos do inquérito indicam que a Polícia Civil havia enviado pelo menos dois pedidos de imagens, sem resposta adequada da prefeitura.
Durante o incidente que resultou na morte de Douglas, o subinspetor alegou que o disparo foi acidental, ocorrendo enquanto ele desembarcava da viatura. Segundo sua versão, o entregador teria perdido o controle da bicicleta elétrica e colidido com a porta do veículo da GCM. Porém, a equipe que respondeu ao chamado inicialmente informou apenas sobre um acidente de trânsito. O ferimento por arma de fogo só foi reconhecido após a remoção das roupas da vítima pelos socorristas.
Consequências para o Subinspetor e Apuração
Após o ocorrido, Feitosa foi preso em flagrante sob a acusação de homicídio culposo, mas pagou fiança de R$ 2 mil e está respondendo ao caso em liberdade. A prefeitura também afastou o subinspetor devido ao incidente. Um processo administrativo foi aberto, porém, após apuração, ele foi absolvido por falta de provas, embora os detalhes permaneçam sob sigilo.
As investigações em relação à morte de Douglas seguem em andamento, e o subinspetor enfrenta um processo jurídico separado por homicídio culposo. A situação gera um debate sobre os protocolos de segurança e a responsabilidade das forças de segurança nas abordagens realizadas.




