A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu, nesta semana, uma mulher suspeita de assassinar a policial civil Daniela Cunha Moreira, de 43 anos. A ex-companheira da vítima, identificada como Catiana Clarisse de Oliveira e Souza Moreira, de 38 anos, foi detida enquanto trabalhava em um mercado. Além dela, seus pais também estão sendo investigados por envolvimento no crime.
O pai de Catiana, Adilson de Oliveira e Souza, é acusado de ter participado ativamente do homicídio, enquanto sua mãe, Ana Teresa Rodrigues dos Santos, enfrenta acusações de ocultação de cadáver. As investigações, conduzidas pela 124ª DP de Saquarema em conjunto com a 129ª DP de Iguaba Grande, revelaram que Catiana não aceitou o término do relacionamento de 13 anos com Daniela e, a partir disso, planejou o assassinato.
Desaparecimento da policial e descobertas iniciais
A investigação teve início quando colegas de trabalho notaram o desaparecimento de Daniela, que não compareceu a um plantão. A preocupação aumentou e os agentes iniciaram buscas para esclarecer a situação da policial. Durante as apurações, o carro da vítima foi localizado em uma residência no bairro Cidade Nova, em Iguaba Grande, onde o corpo de Daniela foi encontrado no porta-malas do veículo.
Além do corpo, os policiais apreenderam duas armas de fogo na casa onde o carro estava escondido. Catiana é acusada de ter dopado Daniela antes de asfixiá-la na residência onde moravam, em Saquarema. A mãe da suspeita, por sua vez, teria ajudado a ocultar o cadáver após o crime.
Transportando o crime
Após o assassinato, os envolvidos utilizaram o carro de Daniela para transportar o corpo até Iguaba Grande, na tentativa de dificultar a descoberta do crime. Imagens de câmeras de segurança foram essenciais para que os investigadores pudessem traçar a rota do transporte do cadáver. Um morador da residência afirmou que nenhum veículo havia entrado na garagem, mas isso não impediu a polícia de realizar buscas, levando à localização do carro e ao triste achado no porta-malas.
Encaminhamentos legais e repercussão
As prisões de Catiana e seus pais geraram grande repercussão na região e entre as forças de segurança. A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) é a responsável por dar sequência às investigações, que ainda estão em andamento. A coluna Na Mira está em busca de um posicionamento da defesa dos acusados, que segue em aberto.




