Um incidente fatal envolvendo a Guarda Civil Municipal (GCM) tem gerado controvérsias em Botucatu, interior de São Paulo. Sivanildo dos Santos Damascena, de 32 anos, foi baleado nas costas durante uma abordagem policial na noite da última quinta-feira (23 de julho). A versão dos agentes sobre o ocorrido está sendo questionada por moradores da região.

De acordo com os relatos da GCM, Sivanildo teria tentado tomar a arma de um dos guardas durante a abordagem, o que resultou no disparo que o atingiu. No entanto, um vídeo gravado por testemunhas mostra uma mulher argumentando que essa versão dos fatos não é verdadeira, levantando dúvidas sobre a conduta dos agentes.

As imagens, que já estão sob análise da Polícia Civil, podem ser cruciais para o esclarecimento das circunstâncias da morte de Sivanildo. O boletim de ocorrência registrado relata que dois guardas estavam em patrulhamento pelo bairro Parque Marajoara quando avistaram Sivanildo próximo a um terreno abandonado. A abordagem começou quando Sivanildo, ao perceber a viatura, teria fugido, levando um dos guardas a iniciar uma perseguição.

A perseguição terminou em uma luta corporal entre Sivanildo e um dos guardas. A versão oficial indica que foi nesse momento que o disparo foi efetuado, atingindo a vítima. Após o incidente, Sivanildo foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Pronto-Socorro da Unesp, mas não sobreviveu aos ferimentos.

Além do trágico desfecho da abordagem, a Polícia Civil apreendeu no local uma sacola contendo 46 porções de cocaína e 27 pedras de crack. Também foram recolhidos a pistola do guarda, um carregador e munições, todos submetidos a perícia. A investigação está em andamento e considera a dinâmica do ocorrido, já que não havia testemunhas diretas identificadas no momento do disparo. O guarda envolvido não pôde prestar depoimento por estar internado após a administração de medicação.

O caso foi classificado como homicídio decorrente de intervenção policial e segue sob investigação rigorosa. A Prefeitura de Botucatu e a GCM foram contatadas para comentar sobre o incidente, mas não forneceram respostas até o fechamento desta reportagem.