O clima de acirramento na corrida pelo governo de Pernambuco ultrapassou a arena das ideias e resultou em confronto físico na noite desta quinta-feira. Militantes favoráveis à atual governadora Raquel Lyra (PSD) e ao ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) entraram em conflito direto nas imediações do Centro de Convenções do Senac, no município de Caruaru, localizado no Agreste pernambucano, momentos antes de um debate entre os postulantes ao Executivo estadual.
A escalada da tensão no entorno do prédio exigiu intervenção imediata do efetivo da Polícia Militar de Pernambuco. Para conter a confusão e evitar novos embates, a corporação isolou os grupos rivais, utilizando cones de tráfego para organizar o acesso de veículos e garantir a entrada em segurança dos candidatos e de suas comitivas.
Atuação da Polícia Militar e detenções
Durante a briga generalizada entre as torcidas políticas, agressões físicas foram trocadas nos arredores do centro de convenções. Apesar do impacto do tumulto, as autoridades policiais confirmaram que não houve feridos graves na ocorrência.
- Duas mulheres envolvidas nas agressões foram detidas em flagrante pela PM e conduzidas à delegacia local para prestação de esclarecimentos.
- A ordem foi restabelecida minutos após a chegada do reforço policial, garantindo o isolamento da área externa.
- O debate no auditório do Senac seguiu a programação prevista após a dispersão dos manifestantes.
Disputa acirrada reflete o tom das pesquisas
O entrevero violento registrado em Caruaru evidencia a alta temperatura política no estado, impulsionada por números que mostram um cenário de extrema polarização. Levantamentos recentes apontam uma disputa voto a voto pelo comando do Palácio do Campo das Princesas.
Segundo pesquisa realizada pelo instituto AtlasIntel entre os dias 11 e 16 de setembro, com 1.793 eleitores, os dois candidatos figuram em situação de empate técnico. No levantamento de primeiro turno, Raquel Lyra ostenta 48,7% das intenções de voto, enquanto João Campos contabiliza 45,6% — distância que se encontra dentro da margem de erro do estudo, fixada em dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O cenário de paridade se repete na projeção de segundo turno divulgada pelo mesmo instituto, onde a atual governadora soma 51,1% das citações contra 47,3% do ex-prefeito recifense. Outras sondagens de abrangência nacional, como Datafolha e Quaest, reforçam o tom de imprevisibilidade na sucessão estadual pernambucana.




