Investigação em Andamento
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) iniciou uma investigação sobre um desentendimento ocorrido durante uma blitz em Taguatinga, no último domingo (5/7). A situação, que foi registrada por uma testemunha, envolveu um advogado e uma agente de trânsito, e gerou repercussão nas redes sociais.
Segundo o Detran, a corregedoria da instituição analisará a conduta dos envolvidos, a fim de esclarecer as circunstâncias que rodearam o incidente. As imagens que circulam na internet mostram o advogado questionando a legalidade da operação e exigindo a apresentação da documentação pertinente.
Contexto da Blitz
O episódio teve início quando um motorista foi submetido ao teste do etilômetro passivo, que revelou a presença de álcool. Este equipamento é utilizado para realizar uma triagem inicial, detectando a presença de etanol no ar do veículo. Após o resultado positivo, os agentes ofereceram ao condutor a opção de realizar o teste do bafômetro convencional, mas ele se recusou, o que resultou na aplicação de multa e retenção do veículo.
Reação do Advogado
O advogado, que é parente do motorista, chegou ao local posteriormente e exigiu a ordem de serviço da blitz, em um tom que gerou a resposta direta da agente de trânsito: “Um caralho que o parta. É lá que você vai pedir a ordem de serviço.” O Detran esclareceu que, segundo a legislação, não é necessária uma ordem de serviço específica para o exercício das atividades de fiscalização, bastando que os agentes estejam devidamente escalados.
Posicionamento do Detran
A autarquia defendeu que as operações de fiscalização são essenciais para a segurança viária e pública, podendo ser realizadas em qualquer via sob sua jurisdição. O Detran enfatizou que a urbanidade e o respeito mútuo na atuação profissional são valores que a instituição prioriza e que a situação será cuidadosamente monitorada.
Reação da Polícia Militar
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) também esteve presente na ação, apoiando a operação. De acordo com a corporação, o motorista estava agitado durante a abordagem, recebendo orientações sobre seus direitos e canais adequados para registrar reclamações, caso se sentisse desrespeitado durante o procedimento.
Ação Judicial
Em decorrência do incidente, o advogado entrou com uma ação judicial solicitando o afastamento da agente de trânsito das suas funções de atendimento ao público, o que poderá trazer novos desdobramentos legais ao caso.




