A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a suspensão cautelar de um lote da água mineral Vitoriosa, produzido pela GEPF Agro Indústria Ltda., localizada em Engenheiro Paulo de Frontin, no estado do Rio de Janeiro. A medida, publicada no Diário Oficial da União na última quarta-feira, 2 de setembro de 2026, refere-se especificamente ao lote 110426L5.

A decisão foi tomada após a realização de um exame microbiológico que identificou a presença de coliformes totais na amostra de 250 ml da água mineral. Os coliformes são bactérias que, embora possam ser encontradas em ambientes naturais, são indicadores de contaminação, podendo representar riscos à saúde humana.

De acordo com a Anvisa, a detecção desses microrganismos gera preocupações sobre a segurança do produto, uma vez que o consumo de água contaminada pode resultar em uma série de sintomas gastrointestinais, como diarreia, dor abdominal, náuseas, vômitos e até febre.

A agência reguladora enfatizou que a interdição é uma medida preventiva e temporária, e permanecerá em vigor enquanto são realizadas investigações e novos testes para garantir a qualidade da água. Importante ressaltar que essa ação não se aplica a todo o portfólio da marca Vitoriosa, mas apenas ao lote mencionado.

Posição da GEPF Agro Indústria Ltda.

A empresa responsável pela produção da água mineral Vitoriosa emitiu um comunicado oficial, esclarecendo que o resultado insatisfatório se limitou ao parâmetro de coliformes totais. Segundo a fabricante, outros testes, incluindo análises de rotulagem e físico-químicas, além de patógenos como E. coli e enterococos, mostraram resultados satisfatórios.

A GEPF Agro também informou que uma contraprova realizada confirmou a adequação do lote em questão quanto à presença de coliformes totais. A empresa reafirmou seu compromisso com as normas legais e sanitárias, e afirmou que tomará medidas contra a divulgação de informações que considera inadequadas e precipitadas.

Essa situação destaca a importância da vigilância sanitária rigorosa na proteção da saúde pública, especialmente em um momento em que a confiança no abastecimento de água mineral é crucial para os consumidores.