A história envolvente e trágica de Elize Matsunaga, que chocou o Brasil em 2012, quando assassinou e esquartejou seu marido, o empresário Marcos Matsunaga, continua a inspirar produções cinematográficas e seriados. Recentemente, a Netflix lançou o filme Sombras de Uma Mulher, que retrata a vida de Elize antes do crime, mas não é a única produção que examina esse caso intrigante.
A série Tremembé, disponível no Prime Video, oferece uma visão diferente, focando na vida de Elize após sua condenação. A narrativa segue sua rotina no presídio, onde a ex-garota de programa convive com outras detentas, incluindo uma parceira romântica conhecida como Sandrão. Ao contrário do longa da Netflix, Tremembé busca explorar as complexidades da vida penal e as relações que se formam entre as prisioneiras.
O crime que motivou essas produções aconteceu em maio de 2012, quando Elize, após descobrir as traições de seu marido com a ajuda de um detetive particular, teve uma discussão violenta com ele. Em um momento de desespero, ela atirou contra Marcos e, posteriormente, cometeu o ato brutal de esquartejá-lo, ocultando os restos mortais em malas que foram abandonadas em uma área de mata em Cotia, São Paulo. Após ser presa, Elize confessou o crime e foi condenada a 19 anos de prisão.
No filme de Netflix, a atriz Lorena Comparato, que interpreta Elize, se recusa a julgar as escolhas da personagem, enfatizando que a narrativa é uma interpretação da visão do diretor e dos roteiristas. A produção mistura elementos da vida real com ficção, criando uma representação única do que pode ter levado Elize a cometer tal ato.
Outro olhar sobre o caso foi apresentado na série documental Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime, também da Netflix, que estreou em julho de 2021. A série, dirigida por Eliza Capai, traz a primeira entrevista da criminosa após o crime, explorando suas motivações e os eventos que levaram à tragédia.
O caso de Elize Matsunaga também foi reconstituído em um episódio da série Investigação Criminal, da Apple TV, que aprofunda as investigações e a perícia envolvidas no homicídio. Este episódio revela detalhes alarmantes, incluindo laudos que indicam que Marcos ainda estava vivo durante o início do esquartejamento, com a causa da morte sendo determinada como asfixia.
Após cumprir parte de sua pena no presídio de Tremembé, Elize foi transferida para o regime aberto, onde atualmente busca reconstruir sua vida e reconectar-se com sua filha, que está sob a guarda dos avós paternos. Aos 16 anos, a filha de Elize vive em um ambiente distante da tumultuada história de sua mãe, enquanto esta tenta encontrar um novo caminho fora das sombras de seu passado.




