Brutal agressão em Águas Claras
Na noite da última terça-feira, 28 de julho, um jovem de 18 anos foi vítima de uma violenta agressão perpetrada por um homem em situação de rua na região de Águas Claras, no Distrito Federal. O ataque ocorreu por volta das 19h40, nas proximidades da Praça Ipê Amarelo, deixando a vítima com ferimentos significativos no rosto.
De acordo com relatos, o agressor, identificado como Luam Martins, desferiu um soco no lado direito do rosto do adolescente, que usava óculos devido a uma miopia severa de cerca de 10 graus. O impacto fez com que as lentes e a armação se estilhaçassem, provocando cortes profundos no supercílio, na bochecha direita e na orelha, além de uma fratura grave na região ocular.
Resgate e cuidados médicos
A vítima, após o ataque, não pôde enxergar devido aos ferimentos e foi auxiliada por transeuntes que passavam pela Avenida Castanheiras. Sua mãe, que pediu para não ser identificada, relatou o desespero ao encontrar o filho ensanguentado na entrada do prédio onde moram. “Ele estava desfigurado, e há riscos de sequelas permanentes”, afirmou, angustiada. A jovem foi prontamente atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao hospital para receber os cuidados necessários.
Implicações legais e a reação da família
Um sargento da Polícia Militar de Goiás que estava na área presenciou a agressão e conseguiu capturar o suspeito nas proximidades da Rua 13 Norte. Segundo o boletim de ocorrência, o homem não obedeceu às ordens de abordagem e resistiu à prisão, o que resultou em uma breve luta corporal. Durante a ação, um disparo de arma de fogo foi disparado, mas felizmente ninguém ficou ferido.
O agressor foi conduzido à delegacia, onde assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado logo em seguida, comprometendo-se a comparecer à Justiça quando convocado. A liberação do autor deixou a família da vítima ainda mais alarmada. A mãe expressou sua insegurança e preocupação, mencionando que a situação mudou drasticamente sua rotina, levando-a a considerar até mesmo uma mudança de residência para afastar-se do perigo.
Investigação em andamento
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) afirmou que a situação se enquadra como uma infração de menor potencial ofensivo, justificando o procedimento de lavratura do TCO, que prevê a liberação do autor após o compromisso judicial. A investigação sobre as circunstâncias da agressão segue na 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul).
O caso levanta questões sobre a segurança pública na região e a necessidade de medidas adequadas para lidar com agressões que envolvem indivíduos em situação vulnerável, como os moradores de rua.



