A Polícia Federal (PF) deu início na manhã desta quarta-feira (1/7) à Operação Adumbra, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida no contrabando de cigarros e na lavagem de dinheiro derivada dessa atividade ilegal.
Entre os alvos da operação, destaca-se um agente político da Região Metropolitana de Curitiba, que é considerado o suposto líder dessa rede criminosa. As autoridades cumpriram, ao todo, oito mandados de busca e apreensão, que foram expedidos pela Justiça Federal de Curitiba. As ações ocorreram em locais localizados em Curitiba e Fazenda Rio Grande, ambas no estado do Paraná.
A investigação revelou que essa organização era responsável por todo o ciclo do contrabando, que vai desde a entrada ilegal de cigarros estrangeiros no Brasil até o transporte, armazenamento e venda dos produtos no mercado local. A PF também detectou que a organização utilizava empresas de fachada e pessoas interpostas para esconder a origem dos recursos obtidos a partir do contrabando, dificultando assim a identificação dos verdadeiros beneficiários desses valores.
Os investigadores identificaram indícios de um esquema bem estruturado de lavagem de dinheiro, que tinha o intuito de dar uma aparência de legalidade às quantias movimentadas por essa organização criminosa. O nome da operação, Adumbra, é uma referência ao verbo latino "adumbrare", que significa "lançar à sombra" ou "encobrir", indicando a provável atuação discreta do principal investigado na liderança do grupo.
Os envolvidos nesta operação poderão enfrentar acusações que incluem contrabando, lavagem de dinheiro e outros crimes que possam ser descobertos à medida que as investigações prosseguem.




