Novas Diretrizes de Avaliação em Saneamento Básico no Estado de Goiás

As agências reguladoras de Goiás implementaram importantes mudanças na forma como os serviços de saneamento básico são avaliados. A partir de agora, a experiência do consumidor ganhará um papel central nesta análise, além da qualidade da água e do tratamento de esgoto. A nova resolução, publicada em 20 de outubro, é resultado de uma colaboração entre a Agência Goiana de Regulação (AGR) e a Agência de Regulação de Goiânia (AR).

Entre os principais aspectos que serão considerados estão o tempo de espera para atendimento, a duração das interações e o número de usuários que desistem por insatisfação. A avaliação levará em conta também pesquisas de satisfação quando disponíveis, com notas que poderão variar de zero a dez.

Ampliação dos Critérios de Avaliação

Com essa mudança, as agências reguladoras buscam enriquecer a forma de monitoramento dos serviços prestados por companhias de água e esgoto. Problemas frequentemente relatados pelos consumidores, como atrasos em atendimentos e dificuldades na resolução de solicitações, serão agora parte dos dados analisados pelos reguladores.

A nova normativa também incluirá a análise da quantidade de reclamações recebidas e a eficácia no cumprimento de ordens de serviço. Assim, não será apenas verificado se a reclamação foi registrada, mas também se as empresas estão atendendo às demandas de forma eficiente.

Continuidade do Abastecimento e Qualidade da Água

Outro aspecto crucial que entrará na avaliação é a continuidade do abastecimento de água. A nova regra exigirá que as agências monitorem a frequência e a duração das interrupções no fornecimento. Além disso, indicadores que medem a quantidade de água perdida antes de chegar ao consumidor e a qualidade da água distribuída também serão analisados.

  • A perda de água deverá ser mantida em até 216 litros por ligação por dia para ser considerada de excelência.
  • Pelo menos 95% dos resultados das análises de coliformes devem atender aos padrões de potabilidade.

Além disso, a qualidade do esgoto tratado, antes de ser devolvido ao meio ambiente, também será objeto de avaliação.

Metas Personalizadas para Municípios

As novas regras preveem que cada município tenha metas específicas, que serão definidas de maneira individual e progressiva. Entre os indicadores que serão monitorados estão a expansão das redes de água e esgoto, a diminuição das perdas, a melhoria do atendimento e a eficiência no uso de energia.

As prestadoras de serviços terão um prazo de até 90 dias para fornecer informações já disponíveis. Para criação de novos sistemas ou alteração nos métodos de cálculo, o prazo pode se estender para 180 dias. Importante ressaltar que a falta de informações ou o envio de dados incompletos poderá resultar em avaliações insatisfatórias, além de possíveis penalizações.

Companhia Saneago se Posiciona

A Saneago, principal prestadora de serviços de saneamento em Goiás, anunciou que está desenvolvendo um cronograma interno para se adequar às novas exigências. Em comunicado, a empresa destacou que já acompanha alguns indicadores internamente, como cobertura e qualidade dos serviços prestados. A nova resolução já está em vigor, e a Saneago terá 15 dias úteis para se pronunciar sobre os resultados preliminares das avaliações realizadas pelas agências reguladoras.