Uma advogada oriunda de Goiás foi apprehendida na Bahia, acusada de envolvimento em um esquema fraudulento que resultou na perda de aproximadamente R$ 650 mil por parte de seus clientes. A detenção ocorreu durante uma operação da Polícia Civil que identificou várias vítimas do suposto golpe.

De acordo com as autoridades, até o momento, 17 pessoas se apresentaram como vítimas da advogada, relatando que ela se apropriava dos valores referentes a acordos de ações judiciais, em vez de repassá-los aos clientes.

A investigação começou após denúncias de clientes que desconfiaram do comportamento da profissional e notaram irregularidades nas tratativas de suas ações. Muitos relataram que, após vencerem processos judiciais, não receberam os valores que deveriam ter sido depositados em suas contas.

A polícia agora trabalha para localizar e entrevistar mais vítimas, enquanto a advogada permanece sob custódia. Em sua defesa, a advogada nega as acusações e diz que houve mal-entendidos nas relações contratuais com os clientes.

Este caso levanta questões importantes sobre a supervisão e a ética na prática da advocacia, especialmente em um momento onde a confiança do cidadão nos profissionais da justiça é fundamental.